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Paraguai

"O Chaco volta a olhar para frente": Passerieu projeta crescimento da área agrícola após campanha positiva

01/06/2026 03:45 3 min lectura 21 visualizações
“El Chaco vuelve a mirar hacia adelante”: Passerieu proyecta crecimiento del área agrícola tras una campaña positiva

O presidente da Associação de Produtores Agropecuários para um Chaco Sustentável (APACS), Carlos Passerieu, afirmou que a atual campanha agrícola deixa um cenário muito mais animador para o produtor chaqueño, após vários anos marcados por dificuldades climáticas e resultados ajustados. No marco da Expo Pioneros 2026 e durante uma entrevista no estúdio de "Expo Pioneros en Vivo", destacou que a soja alcançou rendimentos que, em termos gerais, permitem cobrir custos e devolver otimismo ao setor.

Passerieu sustentou que, embora a campanha não permita recuperar completamente as perdas acumuladas nos últimos anos, sim marca uma mudança importante no ânimo e na estabilidade financeira do produtor. "Este vai ser um ano em que com certeza não vamos ter que refinanciar e isso já é positivo", afirmou, ao tempo em que sinalizou que tanto fornecedores de insumos quanto compradores de grãos mostram maior tranquilidade e confiança.

O dirigente explicou que os resultados de soja podem ser qualificados como "normais" dentro do contexto regional, com pisos produtivos que rondam entre 1.000 e 1.400 quilos por hectare e tetos que, dependendo da zona, alcançam entre 2.200 e 3.800 quilos. "Em geral acho que vamos sair positivos este ano", expressou.

Também ressaltou que as chuvas se comportaram de maneira muito irregular inclusive dentro dos mesmos estabelecimentos, gerando diferenças importantes entre lotes plantados com a mesma variedade e em datas iguais. "Há um efeito climático muito importante, mas que em geral, indo ao que é a região, acho que vamos ter um resultado positivo", acrescentou.

De cara à próxima campanha, Passerieu considerou que o bom desempenho agrícola poderia impulsionar uma expansão da área de plantio, especialmente em soja. "O produtor por natureza é otimista e quando a situação lhe permite sair airoso de uma campanha sempre está mirando aumentar área", indicou.

Porém, esclareceu que essa expansão dependerá também do comportamento de outras culturas estratégicas dentro do sistema produtivo chaqueño. Nesse sentido, destacou o bom momento do milho, cultura que este ano alcançou excelentes resultados graças às chuvas. "O produtor sabe que tem que incluir o milho na rotação", afirmou, embora reconhecido que os preços ainda geram limitações nas margens.

Por outro lado, sinalizou que o algodão aparece como uma das grandes incógnitas para a próxima campanha. Segundo indicou, se a cultura não alcançar os resultados esperados, parte dessa superfície poderia ser transferida para a soja. "Não diria que baixaria a área de soja; em caso de que o algodão não tenha os resultados esperados, isso poderia se transferir seguramente para área de soja", explicou.

Durante a entrevista, Passerieu também valorizou o crescente interesse que desperta o Chaco paraguaio entre investidores.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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