Nova Lei de Etanol busca assegurar mercado para canavieiros e fortalecer a cadeia produtiva
A regulamentação da nova Lei de Etanol marca um ponto de inflexão para o setor canavieiro, ao garantir um mercado mínimo para a produção nacional e promover a industrialização da cana-de-açúcar.
O presidente Santiago Peña assinou o decreto que regulamenta as leis n.º 7357/2024 e n.º 7391/2024, que estabelece que pelo menos 50% do álcool utilizado em combustíveis deve provir de cana-de-açúcar, o que oferece previsibilidade e proteção ao setor.
Desde o Governo destacaram que essa medida aponta a fortalecer a produção nacional, gerar emprego rural e agregar valor à matéria-prima, além de reduzir a dependência das importações. Nessa linha, o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, qualificou a decisão como um marco histórico para os canavieiros, ao saudar uma dívida histórica e consolidar um modelo orientado à industrialização.
O novo marco normativo incorpora além disso mecanismos de controle para assegurar o cumprimento da mistura obrigatória de álcool anidro em combustíveis, junto com um regime de sanções ante eventuais descumprimentos.
Igualmente, prevê-se a implementação de ferramentas para melhorar a organização do setor, como um calendário de oferta que permitirá ordenar a produção segundo o volume e tipo de matéria-prima, o que facilita o planejamento.
Com essas medidas, busca-se gerar uma demanda sustentada para o etanol de origem nacional, impulsionar novas oportunidades para pequenos produtores e consolidar um circuito produtivo mais eficiente e competitivo.
O Ministério da Indústria e Comércio será a autoridade de aplicação, com responsabilidade no controle e fiscalização da normativa ao longo de toda a cadeia.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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