Ñemby: denunciam assédio sistemático e agressão brutal contra estudante com deficiência
Uma mulher denunciou fatos de assédio e agressão contra um estudante do centro educativo María Luisa Gómez de Franco de Ñemby. O adolescente, que possui uma deficiência de 79%, atraso motor e epilepsia, vem sofrendo fatos sistemáticos de violência, segundo expressões da denunciante.
Diante da falta de respostas por parte da instituição, a família decidiu tornar público um vídeo, através de redes sociais, de uma agressão física ao jovem, a fim de exigir justiça e proteção. Além disso, anexaram a denúncia formal e o diagnóstico médico.
"Meu irmão tem uma capacidade cognitiva de uma criança de 7 anos e não sabe se defender. É vítima de ridicularizações e discriminação constante por sua forma de caminhar e falar", relatou María Isabel Martínez em sua conta do Facebook.
Além disso, questionou a inação das autoridades educativas: "Não foi ativado o protocolo correspondente porque, segundo a diretora, não era necessário", disse.
A denúncia foi apresentada por assédio e agressão escolar, assegurando que o jovem vem sofrendo reiterados fatos de assédio, discriminação e violência física, ocorridos dentro do recinto escolar.
"Há tempos vem sendo vítima de ridicularizações, assédio verbal e discriminação por parte de outros estudantes, que se referem a ele de maneira denigrante, atacando sua forma de caminhar e de falar, utilizando insultos como 'gay', 'pu..', entre outros termos", assinalou.
Os fatos haviam sido comunicados previamente; no entanto, não foram tomadas medidas para proteger sua integridade. "Não foi ativado o protocolo correspondente, porque segundo a diretora não era necessário", assegurou. A situação escalou para um nível mais agressivo durante o desenvolvimento das aulas na quarta-feira, razão pela qual expuseram a situação perante a opinião pública buscando justiça.
"Meu irmão foi agredido fisicamente de maneira brutal, o que constitui um ato de violência grave no âmbito escolar. Esta situação não somente vulnera seus direitos, como também evidencia uma falta de controle e de intervenção por parte da instituição", destacou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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