Paraguai registra o menor endividamento de famílias da região
No marco da 2.ª Convenção Bancária Paraguai, organizada pela Associação de Bancos do Paraguai (Asoban), Henrique Sznirer, diretor associado de Ratings Globais da S&P Global Ratings, apresentou uma análise que destaca o Paraguai como o país com a menor dívida em crédito a famílias da região.
Sznirer explicou que o crédito de consumo expandiu-se consideravelmente devido à crescente inclusão financeira. "O crédito de consumo é o que cresceu bastante em relação ao PIB; era 5% em 2017 e agora é 10%, considerando tanto crédito bancário quanto instituições não bancárias", manifestou durante sua apresentação intitulada "Panorama bancário no Paraguai: Tendências, comparativa com pares internacionais e desafios".
Crédito para habitação em expansão
Os empréstimos para habitação também registraram crescimento significativo. Há nove anos representavam 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto que atualmente alcançam 2,8%. "O consumo parte de uma série de reformas de inclusão financeira, de digitalização do sistema, de crescimento dos bancos; esperamos que continue crescendo", apontou Sznirer.
Comparativa regional do endividamento
Em sua análise comparativa, o especialista da S&P destacou que o Paraguai tem a proporção mais baixa do total de dívida em crédito a famílias. "Se comparamos o crédito total a famílias está em 12% do PIB, 10% de consumo e 2%, quase 3% de habitação", continuou explicando.
Para contextualizar, Sznirer citou casos de outros países da região: Brasil registra um endividamento médio de famílias de 34%, enquanto a Colômbia alcança 20%. Quanto a crédito hipotecário, o Chile destaca-se com 33% do PIB. "Embora esteja crescendo, o endividamento ainda é uma proporção menor que nos países da América Latina", ressaltou.
Transformação digital e tecnologia financeira
Durante a convenção, Federico Muxi, managing director e Senior Partner do Boston Consulting Group (BCG), abordou o tema "O futuro das finanças. É hora de acelerar a mudança?".
Muxi apontou que em nível global as fintechs representam 4% das receitas totais dos bancos, cifra que se espera se expanda até 11% em 2030. Este crescimento reflete como a tecnologia irá capturar uma maior participação no setor financeiro.
O executivo do BCG enfatizou que a digitalização está deixando de gerar resultados por si só, portanto é imperioso recorrer à Inteligência Artificial (IA), tanto generativa quanto agêntica. Destacou que a IA agêntica é a mais revolucionária e possui um potencial de transformação significativo para os negócios financeiros.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.