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Internacional

Morre o líder indígena Brooklyn Rivera que estava detido na Nicarágua desde 2023

O governo de Daniel Ortega informou que Rivera faleceu em um hospital de Managua por complicações relacionadas ao covid-19

31/05/2026 19:45 3 min lectura 6 visualizações
Muere el líder indígena Brooklyn Rivera que ingresó en un hospital tras estar detenido en Nicaragua desde 2023

O governo da Nicarágua informou neste domingo que o líder social indígena Brooklyn Rivera Brayan faleceu em um hospital de Managua.

Através de um comunicado, o Ministério da Saúde do país centro-americano disse que Rivera morreu por complicações de "uma bactéria gerada pelo vírus covid-19". Estava rodeado de sua família no momento do falecimento.

O líder do partido indígena Yatama, que representa os indígenas da costa caribenha da Nicarágua, estava sob custódia do governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo desde 2023.

Durante meses seu estado de saúde foi piorando até que em março passado foi internado no hospital Fernando Vélez Paiz, de Managua, após apresentar "um evidente deterioro em suas condições respiratórias".

O Escritório do Alto Comissionado de Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) havia alertado que o líder social foi "detido e posteriormente desaparecido em setembro de 2023 por membros da Polícia Nacional da Nicarágua".

Anistia Internacional asinalava que Rivera era um "prisioneiro de consciência" do Estado nicaraguense.

O informe de sua morte ocorreu após diversos reportes de exilados nicaraguenses que asseguravam que Rivera havia morrido na noite de sábado.

O líder indígena lutou contra o primeiro governo sandinista da Nicarágua, entre 1979 e 1990, como líder da milícia Misurasata junto com os rebeldes Contras.

Seu partido Yatama inicialmente se opôs ao presidente Daniel Ortega, mas posteriormente se converteu em seu aliado após o retorno do mandatário ao poder em 2007.

Em outubro de 2023, o partido assegurou que o governo lhe havia proibido participar das eleições.

Rivera era líder do partido indígena Yapti Tasba Masraka Nanih Aslatakanka (Yatama), que significa "Filhos da mãe terra unidos" na língua miskita.

Em 2021, foi eleito deputado regional por essa organização para o período 2022–2026.

Em um documento apresentado em 2016 ante o Foro Permanente de Nações Unidas para as Questões Indígenas, a diretoria indígena de Yatama apresentou os objetivos principais da organização:

"A promoção e defesa da identidade e direitos coletivos (Território, Autogoverno e Bem Viver) dos povos indígenas da Mosquitia Nicaraguense. Isto é, Yatama promove os direitos históricos de seus povos indígenas sobre seus territórios ancestrais, o autogoverno, o direito a seus bens, a identidade e o desenvolvimento próprio de suas comunidades".

Em outubro de 2023, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) expressou sua preocupação pelos "atos de repressão e violência contra integrantes" dessa organização indígena, "assim como os contínuos ataques, criminalização e assédio contra as comunidades indígenas da Costa Caribenha da Nicarágua".

A CIDH denunciou a detenção de Rivera e como, até esse momento, não havia informação sobre as razões da prisão.

No dia 9 de outubro de 2023, a CIDH emitiu uma resolução para outorgar medidas cautelares a Rivera por considerar que estava "em uma situação de gravidade e urgência de risco de dano irreparável a seus direitos na Nicarágua".

No informe do secretário-geral da ONU "Cooperação com Nações Unidas, seus representantes e mecanismos na esfera dos direitos humanos", de setembro de 2025, foi abordado o caso de Rivera.

De acordo com esse relatório, após ter participado no Foro Permanente da ONU em relação às questões indígenas, foi relatado que Rivera havia sido detido.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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