Mongólia proíbe o uso de redes sociais em centros educativos
Proibição em centros educativos
O ministro de Educação e Ciência da Mongólia, Luvsantseren Enkh-Amgalan, anunciou esta semana uma medida que proibirá o uso de redes sociais em instituições educativas do país. Segundo a disposição, a partir do próximo curso escolar que terá início em 1º de setembro, as turmas não poderão manter grupos de chat nem páginas em plataformas digitais nas quais participem pais, professores e alunos.
Plataformas afetadas
Facebook, Instagram e TikTok encontram-se entre as plataformas de redes sociais mais utilizadas na Mongólia. Atualmente, os grupos de chat do Facebook são utilizados por docentes para se comunicarem com estudantes e progenitores, assim como para publicar tarefas acadêmicas.
O ministro Enkh-Amgalan explicou que a decisão foi tomada com o propósito de garantir a segurança dos estudantes no entorno digital e reduzir a dependência das telas.
Iniciativas legislativas complementares
Em julho do presente ano, um grupo de deputados apresentou perante o Grande Jural do Estado (Parlamento) um projeto de lei adicional para regular a participação de menores em redes sociais. Esta iniciativa legislativa incluiria proibições para menores de 13 anos de criar ou manter contas em plataformas digitais, e introduziria normas mais rigorosas para jovens entre 13 e 16 anos.
As regulações propostas contemplam a obrigação das aplicações de oferecerem versões adaptadas conforme a idade dos usuários, limitar funções de design viciante e obter o consentimento verificado dos pais ou tutores.
Contexto internacional
A Mongólia se aproxima de outros países que implementaram regulações similares. Austrália foi a primeira em aprovar em novembro de 2024 uma das legislações mais rigorosas em nível mundial para controlar o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, incluindo sanções milionárias para plataformas que descumpram as normas.
Durante este ano, outros países asiáticos também adotaram medidas restritivas. Indonésia proibiu a menores de 16 anos o acesso a várias plataformas, enquanto Malásia impôs a mesma restrição e obrigou as plataformas a implementarem sistemas de verificação de idade.
Filipinas começou a debater em agosto a restrição do acesso a redes sociais para menores, argumentando que estas plataformas expõem crianças e adolescentes a conteúdos violentos, assédio cibernético e processos de radicalização na internet.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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