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Polícia

Brasileiro tinha antecedentes e ordem de detenção, mas polícia autorizou expedição de cédula

21/08/2026 07:45 4 min lectura 11 visualizações

O comissário Hugo Díaz, diretor da Direção Científica e Técnica da Polícia Nacional, informou que após uma investigação foi possível identificar quem é o pessoal feminino que autorizou a confecção de uma cédula de identidade paraguaia para um brasileiro com antecedentes e ordem de detenção.

"A mesma já está à disposição da Direção Geral de Investigação Criminal. Esta Direção dispôs a transferência imediata deste pessoal do Departamento de Identificações para a Direção Geral de Investigação Criminal e foi sugerido que este pessoal seja transferido para outra direção", expressou a um meio local.

O comissário confirmou que o cidadão brasileiro fez a solicitação há um ano e afirmou que se conseguiu evitar a entrega do documento.

Explicou que no ano passado o Departamento de Inteligência repassou a informação de que esta pessoa tinha antecedentes, então não foi emitida a cédula. Mas acontece que na sexta-feira passada, surpreendentemente, foi dada a autorização, através do sistema de Identificações, para a confecção do documento.

"Realizou-se o trabalho de inteligência e resulta que além dos antecedentes que a pessoa tinha no ano passado, em junho deste ano saiu uma ordem de detenção contra esta mesma pessoa. Então, com maior razão não se poderia ter autorizado a fabricação desta cédula. Mesmo assim, foi concedida a autorização correspondente e através do sistema podemos saber quem foi a pessoa que deu essa autorização", acrescentou.

O chefe policial assegurou que já a Direção a seu cargo, de maneira imediata, dispôs a transferência desse pessoal para a Direção Geral de Investigação Criminal e ao mesmo tempo enviar o informe correspondente e solicitar a abertura do inquérito à Direção Geral de Assuntos Internos.

A Direção Geral de Assuntos Internos da Polícia Nacional enviou nesta quarta-feira um pedido de informe ao comissário principal Alcides Duarte Arzamendia, chefe do Departamento de Identificações, sobre a suposta expedição de cédulas a 10 pessoas estrangeiras, das quais presumivelmente algumas registram antecedentes.

Solicita-se ao comissário que informe se as cédulas das 10 pessoas foram processadas e entregues, em caso afirmativo, detalhar histórico de consulta e usuário de quem processou o trâmite e impressão desses documentos.

Caso não tenham sido entregues, detalhar em qual etapa do trâmite se encontram e precisar a lista das pessoas solicitadas.

Trata-se dos cidadãos que seriam brasileiros e argentinos identificados como Daniel Scholze, José Carlos Talhero Garcias, Andre Melo Lopes, Wagner Dos Santos, Wesley Felipe Kaczan Ressel.

Assim também de Claudia Dos Santos, Cleverton Frigueto Paz, Otaviano Cordeiro Duarte, Eduardo Dantas Bugalho e Gabriel Augusto Lazzarotto Moscato, informou um meio local.

A denúncia foi apresentada à Direção Geral de Assuntos Internos pelo Departamento de Investigações da Polícia Nacional.

Supostamente os estrangeiros pagaram a quantia de USD 10.000 por cada cédula paraguaia.

A Direção de Comunicação Estratégica da Polícia Nacional emitiu um comunicado na tarde desta quinta-feira no qual esclarece que das 10 pessoas estrangeiras apontadas, oito delas não obtiveram os documentos de identidade nacional.

"Esta negação foi possível graças aos nossos filtros internos que detectaram alertas de informes internacionais sobre antecedentes penais, cumprindo assim com os padrões de segurança requeridos. Os outros dois pedidos resultaram procedentes, após sua tramitação legal", expressou.

Por último, reafirma "seu compromisso inabalável" com a segurança pública, a transparência e o cumprimento estrito da lei, fortalecendo...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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