Sexta, 21 de Agosto de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Saúde

"Argentina não limita atendimento a estrangeiros", afirma médico assessor da província de Buenos Aires

21/08/2026 07:45 3 min lectura 22 visualizações

"Aqui o atendimento aos estrangeiros não residentes, que representam menos de 1% da demanda habitual em Buenos Aires, praticamente não têm incidências, os acidentes são atendidos, não há nenhum tipo de restrição nesse sentido e toda a comunidade paraguaia residente na Argentina não tem nenhum problema nos hospitais públicos, porque é acolhida como residente, como pessoas, homens e mulheres, compatriotas latino-americanos, que não apenas vivem, trabalham e pagam impostos, mas que também são irmãos muito queridos por todos, porque fortaleceram essa síntese de identidades latino-americanas", reforçou o médico Jorge Rachid.

Nesse sentido, afirmou que as políticas de Milei são uma falácia de sua administração e das novas direitas, como no caso deste presidente, "racista, xenófoba, homofóbica". "Possui todas as características dessa violência verbal e física que destoam dos povos de paz que somos latino-americanos", reforçou.

Da mesma forma, expôs que se o paciente não é residente, também é atendido e que não haverá nenhuma restrição em casos de urgência no sistema de saúde.

"A nação Argentina em seu sistema de saúde foi profundamente fragmentada pela política neoliberal de várias épocas e a verdade é que hoje, para além do anúncio que possa ter, o Ministério da Saúde gerencia apenas quatro hospitais públicos em todo o país, o resto são provinciais ou municipais que não aderimos nem vamos aderir a essas supostas políticas que estão causando bastante dano e que querem esconder por trás de gerar um ódio ao estrangeiro, como faz habitualmente a direita em todos os países do mundo, odiar quem vem trabalhar, a povoar o país", manifestou o médico Jorge Rachid.

Por sua vez, explicou que na Argentina descontinuaram o plano Remediar, que durante 24 anos chegou a todos os setores rurais desde a crise de 2001, oferecendo respostas com 100 medicamentos, além de terem eliminado os medicamentos gratuitos para aposentados, somado à contaminação e morte de quase 200 pessoas por fentanil.

"O Estado argentino em tema de Saúde, para não falar de outros assuntos, neste processo de colonização recente, com políticas implantadas, porque Milei nem sequer as pensa, vêm escritas, com a mesma facilidade com que fala dos estrangeiros se atendendo nos hospitais, regala as terras raras ou pretende privatizar grande parte do solo argentino ou regala os glaciares, que são a fonte de água doce", questionou rapidamente sobre o governo atual.

De igual modo, manifestou que no caso da saúde na Argentina se constata com muitas mortes, já que faz 60 anos que não morriam crianças de coqueluche e sarampo e que hoje têm vários centos de mortos por falta de medicamentos e vacinas, assim como pacientes oncológicos mortos.

"Estamos tentando revitalizar algo que Milei também enterrou, que é a produção pública de medicamentos, nós estávamos através da Unasur...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.