Milei revive disputa sobre as Malvinas e afirma que voltará a reclamar soberania sobre as ilhas
"No mundo correm ventos de mudança favoráveis ao nosso reclamo", afirmou Javier Milei em cadeia nacional, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dissesse esta semana que não descarta revisar a posição de Washington sobre o histórico diferendo pelas ilhas.
"Esta ameaça não é inócua", prosseguiu o mandatário sul-americano.
A alocução de Milei ocorre no marco do reclamo da Argentina contra o projeto petrolífero Sea Lion, impulsionado pela companhia britânica Rockhopper e a israelita Navitas em águas 220 quilômetros ao norte das Ilhas.
A disputa pela soberania das ilhas é reconhecida oficialmente por uma resolução da ONU de 1965, na qual instiga a ambas as nações a resolver o diferendo pela via diplomática e a não adotar decisões unilaterais.
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"O Reino Unido descumpriu sistematicamente este chamado", assegurou Milei, e disse que a Argentina deve agir "com firmeza" ante os projetos que "representam uma ameaça aos interesses estratégicos da Argentina".
Acrescentou que vai "endurecer as sanções e penas contra as companhias vinculadas a operações não autorizadas" e anunciou a criação de uma base naval na província patagônica de Terra do Fogo (sul).
"A Argentina não ficará de braços cruzados", assegurou.
Até agora os Estados Unidos, assim como a maioria dos países ocidentais, reconhecem que o Reino Unido administra de fato esse arquipélago, mas não se pronuncia estritamente sobre sua soberania, reclamada pela Argentina.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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