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Paraguai

Inferno sob o tinglado: as 23h00, a hora que mudou para sempre Ciudad del Este

Tragédia de 1997 que vitimou centenas durante comício político do Partido Colorado

04/09/2026 16:45 2 min lectura 316 visualizações

Na quinta-feira, 4 de setembro de 1997, por volta das 22h30, o tinglado do antigo Clube Atlético 3 de Febrero de Ciudad del Este estava repleto de pessoas.

As estimativas da época indicavam entre 4.000 e 5.000 pessoas. Lá fora, porém, o céu começava a anunciar a tempestade que avançava sobre a capital do Alto Paraná.

O comício político tinha como figura central o então candidato a senador Juan Carlos Calé Galaverna, que acompanhava a candidatura de Antonio Pelé Aranda ao governo do Alto Paraná.

Luis María Argaña, líder nacional do movimento Reconciliación Colorada, não havia conseguido chegar devido às condições climáticas.

Dentro do tinglado, o calor e a multidão contrastavam com os relâmpagos que iluminavam o céu. A música e os discursos continuavam enquanto a tempestade se aproximava.

Pouco antes das 23h00, Galaverna tomou o microfone. Seu discurso buscava inflamar ainda mais os presentes. Após suas primeiras palavras, a festa terminou: um apagão deixou o recinto completamente às escuras.

Quase ao mesmo tempo, uma violenta rajada de vento atingiu a estrutura metálica. O enorme teto começou a ceder.

As colunas e vigas não suportaram a força da tempestade e o tinglado desabou sobre a multidão. Toneladas de metal, madeira e concreto caíram sobre centenas de pessoas que ficaram presas sem possibilidade de reagir.

Galaverna e Aranda terminaram debaixo dos escombros, mas sobreviveram ao ficarem em uma zona deprimida debaixo do palco. Ambos sofreram ferimentos consideráveis.

Para quem estava na pista e nas arquibancadas, a situação foi muito pior. No meio da escuridão, os presentes tentavam desesperadamente encontrar uma saída. O medo provocou uma estampida e a própria multidão terminou se tornando outro perigo.

Os gritos se misturavam com pedidos de socorro.

Pessoas presas pediam ajuda de baixo das chapas, outras tentavam levantar com as próprias mãos as estruturas que haviam caído sobre familiares e amigos. A chuva começou a cair com força.

Sem eletricidade, os primeiros socorros foram realizados com lanternas e com os faróis dos veículos que chegaram ao local. Bombeiros voluntários, policiais, pessoal sanitário e os próprios sobreviventes iniciaram uma corrida contra o tempo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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