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Economia

Menor dependência da China e mais competição global sustenta cenário positivo para a carne bovina, segundo Ponti

26/05/2026 03:45 3 min lectura 13 visualizações
Menos dependencia de China y más competencia global sostiene un escenario positivo para la carne vacuna, según Ponti

Por Cristian Alamón | Grupo Agro del Sur

É licenciado em Economia e Administração Agrária e responsável pela área pecuária da consultora argentina AZ Group. Na seguinte conversa com Rurales El País (Grupo Agro del Sur), analisou o momento do mercado internacional de carne, que teve uma semana muito intensa em razão do ocorrido na feira Sial na China. Também fez referência ao que acontece em mercados como Estados Unidos, Europa e Israel, onde em geral o momento é muito bom, e o mais importante, deixou bons augúrios para a colocação de carne no exterior dos países do Mercosul, em um contexto onde os países têm uma menor oferta de gado a nível interno.

—O que deixou a feira Sial para a Argentina?

—Os primeiros sinais que fomos recebendo foram de cautela e incerteza com o tema dos volumes, mas em paralelo quando se falava de contratos e cotações, os preços se mostraram firmes, inclusive em alguns cortes até 15% acima. Então, claramente na Sial se refletiu a necessidade da China de seguir comprando carne, somado à incerteza que têm os importadores chineses de cara ao segundo semestre em termos de abastecimento, porque têm que buscar carne que não seja do Brasil e da Austrália.

—Brasil terá cota na China até julho, uma vez que a mesma termine, o que pode acontecer com o mercado na China?

—As cotas se vão cumprir pela inércia que traziam as exportações desde o ano passado, o fato de que a atribuição tenha sido sem aviso prévio gerou que Brasil chegue ao 2026 com embarques em marcha. No máximo, a cota do Brasil se terminará em julho, China terá que seguir comprando porque não lhe vai alcançar com os estoques do primeiro semestre, e quando veja a quem tem que comprar não vai ter muitas opções, aí se destacam Uruguai e Argentina como as principais opções porque vão ter cota disponível. Os importadores chineses terão que nos seduzir com valores competitivos, porque hoje Uruguai e Argentina têm outras alternativas e não há uma grande dependência pela China como acontecia alguns anos atrás.

—Além da saída do Brasil, está a da Austrália. Isso pode gerar mudanças no tipo de produto que se demanda?

—China vai seguir demandando o produto que vem demandando até agora, que no nosso caso está relacionado muito à vaca de descarte, produto principalmente de baixo valor, embora haja exceções por suposto, porque também é um mercado crescente em carne de qualidade, mas em geral não espero uma grande mudança.

—Nos Estados Unidos se maneja a possibilidade de eliminar a tarifa à importação de carne, medida com a qual Argentina perderia uma vantagem sobre o resto dos fornecedores. O que você acha?

—Isto nos deixa um sinal claro de que Estados Unidos está preocupado...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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