MEF: Cumprir meta fiscal depende de ingressos e pagamento a fornecedores
O Ministério da Economia e Finanças (MEF) apresentou ontem seu relatório da Situação Financeira da Administração Central (Situfin), o qual evidencia que o Estado continua com perdas ou permanece em um cenário de despesas maiores frente a seus ingressos, especialmente como consequência de suas dívidas.
Tendo em vista este panorama, os representantes do MEF foram consultados se ainda se prevê encerrar o ano com um déficit fiscal de 1,5% do produto interno bruto (PIB), conforme estabelece a Lei de Responsabilidade e no plano de convergência fiscal.
A respeito, a gerente de Economia, Nathalia Rodríguez, afirmou que tal objetivo dependerá da recuperação dos ingressos tributários durante o segundo semestre do ano, assim como dos acordos e montantes para cobrir as dívidas atrasadas com fornecedores de obras e de saúde.
"Dada a dinâmica de ingressos que se vem mostrando quase em todo este primeiro semestre e no processo que estamos de regularizar obrigações com fornecedores, será chave como transcorra o segundo semestre quanto a ingressos e também aos mecanismos de regularização de cobrança para poder chegar finalmente a esse resultado fiscal", apontou Rodríguez.
Recordou que este mês de junho representa um período chave para encerrar o processo de construção do mecanismo de factoring ou cessão de direito de cobrança sobre a dívida, devido a que já foi finalizada a resolução por parte da pasta econômica e já foram fornecidas as indicações tanto aos ministérios afetados quanto a fornecedores.
"Amanhã (por hoje quarta-feira) justamente deveriam dar-se todas as manifestações de interesse que há. As entidades, neste caso o Ministério da Saúde, têm tempo até 30 de junho de fazer chegar ao Ministério da Economia todas as solicitações para aderir a este mecanismo de cessão de crédito. (...) Somente no próximo mês teríamos quanto vai impactar no caso de financiar com o mecanismo de cessão de crédito", acrescentou.
Disse também que o plano é um mecanismo que o MEF coloca à disposição dos fornecedores, porém que é "de adesão livre", de modo que já depende das empresas afetadas analisar sua viabilidade ou não. Finalmente, explicou que o factoring implica um método de curto prazo, de modo que esperam concretizá-lo em agosto, enquanto ainda se avaliam outras alternativas de médio e longo prazo.
Após a rejeição por parte das construtoras ao esquema de cessão de dívidas proposto pelo Governo, o MEF mudou de estratégia e se comprometeu com os sindicatos de tal setor a liberar entre USD 50 e USD 100 milhões por mês a partir de junho.
Segundo dados que transcenderam de tal reunião, o compromisso da entidade econômica é o de realizar pagamentos regulares em torno de USD 75 milhões mensais, de modo a cumprir com os compromissos pendentes e os novos certificados que irão ingressando.
Sobre os juros adeudados, de USD 110 milhões, foi garantido que se procederá ao pagamento uma vez que o Congresso aprove a normativa, a qual atualmente está pendente de aprovação.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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