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Internacional

Medo e incerteza após explosões em quartel na Bolívia

Duas detonações em cuartel militar deixam dois mortos, 14 desaparecidos e 84 feridos

06/09/2026 16:45 2 min lectura 397 visualizações

Sensações de incerteza e medo predominavam entre os moradores do município boliviano de Viacha, principalmente os afetados diretamente pelas duas explosões ocorridas em um cuartel militar, que até o momento deixaram dois falecidos, 14 desaparecidos e 84 feridos.

"A verdade, foi um grande susto (...). Começou a tremer como um terremoto", disse Esther Cruz, vizinha do Regimento de Artilharia Mecanizada RAM-2 Bolívar, em cujo Centro General de Manutenção teriam se originado as explosões registradas na sexta-feira à tarde.

Os vidros e o teto de sua casa ficaram destruídos, as paredes se racharam e o revestimento continuava caindo nesta manhã, além de que a explosão fez uma pedra amassar o seu veículo, conforme comentou Cruz.

Esther Chambi, que também mora perto do regimento, comentou que a situação vivida na sexta-feira "foi de grande pena e grande tristeza por toda a gente afetada, começando pelos do próprio cuartel".

A primeira informação oficial sobre o ocorrido apontou que houve uma "detonação acidental" de material pirotécnico.

Embora posteriormente o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, tenha esclarecido que foram duas explosões, a primeira que "teria envolvido pólvora negra correspondente a material pirotécnico" armazenado no cuartel e na segunda, que foi de maior magnitude, aguardam-se os resultados de perícias e investigações para determinar qual foi o "material envolvido".

Mirka Murguía, outra vizinha do cuartel, questionou que as explosões fossem "apenas" por pirotecnia, pelos danos que deixaram.

"Temos rachaduras na casa, temos vidros quebrados, portas, chapas, tudo voou...", lamentou Murguía e apontou que os vizinhos estão "em total incerteza", sem saber se já foi retirado todo o material perigoso, ou se poderia haver outra explosão.

As três mulheres e outros vizinhos permaneciam fora do cordão de segurança que estabeleceram policiais e militares nas ruas adjacentes ao regimento.

Passado o meio-dia deste sábado, Justiniano ofereceu outro informe que mantém por enquanto o registro de "duas pessoas falecidas oficialmente confirmadas, 14 membros do pessoal (militar) que ainda não foram localizados" e 84 pessoas feridas, das quais pelo menos 47 já receberam alta médica.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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