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Internacional

Descongelam-se diálogos para pôr fim à guerra na Ucrânia

Putin recebe enviados de Trump em Moscou para negociações sobre proposta de paz

06/09/2026 16:46 4 min lectura 384 visualizações

O presidente russo, Vladimir Putin, e os emissários da Casa Branca, Steve Witkoff e Jared Kushner, concluíram neste sábado suas negociações para revitalizar o estagnado processo de paz na Ucrânia.

Conforme relatos locais, a comitiva com ambos mediadores americanos já abandonou o Palácio do Kremlin após três horas de conversas. Por enquanto, desconhecem-se os resultados das consultas sobre o que o presidente dos EUA, Donald Trump, chamou de "proposta para pôr fim à guerra".

"A situação que hoje (ontem) vamos tratar não é, naturalmente, fácil", disse Putin no início do encontro, no qual saudou seus interlocutores em inglês: "Welcome. Nice to meet you".

Acrescentou que "em primeiro lugar", queria transmitir "os melhores desejos" e "palavras de agradecimento" ao presidente dos Estados Unidos.

"Entendo que, em geral, ele enfrenta uma situação complicada. Não obstante, não cessa em seus intentos de acordo, em contribuir para a solução do conflito russo-ucraniano", afirmou.

O encontro, o primeiro desde 22 de janeiro passado, ocorre menos de duas semanas após a visita a Moscou do diretor da CIA, John Ratcliffe.

Após a reunião de ontem, Witkoff e Kushner viajarão para a Ucrânia para se encontrarem pessoalmente — pela primeira vez em Kiev — com o presidente ucraniano, Volodímyr Zelenski.

Trump reconheceu que seus enviados "levam consigo uma proposta para pôr fim à guerra. Porque eu pus fim a oito guerras".

Putin mostrou-se esta semana disposto a receber Witkoff e Kushner, mas rejeitou por enquanto tanto um cessar-fogo prolongado — repetiu isso ontem — quanto uma possível cúpula tripartite com EUA e Ucrânia, a não ser que seja para assinar a paz definitiva.

As negociações russo-ucranianas encontram-se estagnadas desde fevereiro passado, quando começou a operação militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Tanto Rússia quanto EUA consideram que os entendimentos alcançados na cúpula russo-americana de agosto de 2025 em Alaska — Moscou estava disposto a congelar a frente no sul se a Ucrânia cedesse todo o Donbás, segundo a imprensa — perderam toda vigência.

COOPERAÇÃO. O ministro das Finanças russo, Antón Siluánov, chamou a cooperar com os Estados Unidos apesar das "tensões geopolíticas" após ser convidado esta semana, pela primeira vez em toda a guerra, à reunião do G20 organizada por Washington.

"É importante compreender que as diferenças geopolíticas não anulam as questões relativas à economia e aos negócios. Isso significa que é necessário buscar soluções e desenvolver relações ali onde responde aos interesses nacionais mútuos", declarou.

Admitiu que as "tensões geopolíticas" repercutem "sem lugar a dúvidas" nas relações entre ambos os governos, seja a nível econômico ou financeiro.

"Foi nosso primeiro encontro, foi, digamos, uma apresentação", comentou sobre sua participação na reunião, o que desencadeou o protesto dos países europeus, que estiveram próximos de boicotar o encontro.

Siluánov, que não havia participado das reuniões do G20 desde o início da campanha militar russa na Ucrânia, foi recebido pelo anfitrião do evento realizado na Carolina do Norte, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. De fato, Bessent atribuiu parte da pressão altista sobre os preços energéticos aos ataques ucranianos contra as refinarias russas, em um momento no qual o encarecimento do petróleo ameaça alimentar a inflação nos EUA.

A Colômbia pediu à Rússia e à Ucrânia que cessem a contratação de connacionais para integrar suas Forças Armadas e facilitem o regresso de quem já participa desses exércitos, informou a Chancelaria desse país. A Chancelaria ressaltou que a Colômbia "não apoia, incentiva nem autoriza" a participação de seus cidadãos em conflitos armados internacionais e exortou aos dois países a deter o recrutamento de colombianos para...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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