Médicos reivindicam prioridade na saúde e acesso universal à atenção médica
Secretária do Sinamed faz apelo às autoridades em Caacupé por políticas públicas de saúde
Apelo de médicos em Caacupé
A secretária do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rosanna González, acompanhada de colegas, dirigiu-se às autoridades ao término da missa central em Caacupé para solicitar que seja dada prioridade à saúde pública.
"Nós os médicos deixamos nas mãos de Deus, nas mãos da Virgem, nas mãos de Jesus, que se resolva este conflito. Pedimos que as autoridades possam dar prioridade à saúde e às pessoas", expressou González, que recebeu o apoio dos fiéis com aplausos.
Garantia de atenção médica universal
González enfatizou que nenhum paraguaio nem paraguaia deve morrer por ser pobre e sublinhou a importância de garantir a atenção médica para toda a população sem distinção econômica.
Em conversa posterior com meios de comunicação, a dirigente sindical manifestou a disposição permanente dos médicos ao diálogo e seu compromisso de continuar a luta por suas reivindicações.
"Levar um pouco de fortaleza para que possamos tomar as melhores decisões. Sempre estivemos abertos ao diálogo, aos questionamentos e seguimos abertos. Realmente dói que nos tenham tratado de certa forma, mas seguimos nós e vamos continuar lutando pelo que acreditamos estar correto", expressou.
Apoio institucional e comunitário
González destacou o respaldo recebido da Igreja, dos pacientes e outras organizações comunitárias como reflexo da legitimidade das demandas.
"Recebemos todo o apoio da Igreja, dos pacientes e outras comunidades. Isso nos fortalece porque reflete que o que estamos pedindo está correto. A Igreja entende que isto não é apenas para os médicos, mas que é garantindo a atenção que possa chegar a todo o país", apontou.
Reivindicações do sindicato médico
Os profissionais da saúde, que realizaram jornadas de paralisação e mantêm mobilizações permanentes, apresentam demandas por melhores condições de trabalho, reajuste salarial e outras reivindicações históricas do setor.
O Governo propôs a implementação da carreira sanitária, proposta não aceita pelo sindicato, e ofereceu um montante de G. 400.000 como reajuste salarial, cifra considerada insuficiente pelos médicos. Em resposta, o sindicato convocou nova greve nacional para 21 e 22 de setembro próximos.
Situação crítica em neonatologia
Na sexta-feira anterior, aproximadamente 70 médicos neonatologistas intensivistas pediátricos apresentaram sua renúncia, representando 75% do total de especialistas em nível nacional. Os profissionais do Hospital Nacional de Itauguá e do Hospital Materno Infantil de Trinidad formalizaram sua demissão em protesto por desabastecimento crítico de insumos básicos, falta de manutenção em equipamentos e carência de pessoal.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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