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Internacional

"Não sobrou nada": O diretor que salvou 900 alunos do deslizamento no Nepal

06/09/2026 19:45 3 min lectura 374 visualizações

Em uma entrevista, este homem de 47 anos conta que teve apenas alguns minutos para agir.

Eram nove da manhã quando seu contador irrompeu no centro gritando: "Vem a inundação, vem a inundação, todas as cidades estão inundadas!", relata.

Após receber um segundo aviso de um colega sobre uma enorme onda formada rio acima no Trishuli, Rajendra admite que sentiu medo.

Se a informação fosse falsa, "perderíamos um dia de aulas. Mas se fosse verdade, todos, incluindo eu, perderíamos a vida", pensou.

O diretor decidiu evacuar o estabelecimento. Deu a ordem aos 900 alunos presentes de "se refugiarem em um lugar seguro".

"Quando demos a ordem, os alunos entraram em pânico. Uma aluna desmaiou", afirma. Os ônibus escolares que se dirigiam ao centro receberam a ordem de dar meia volta.

Segundo o balanço oficial mais recente, a catástrofe deixou mais de 1.300 mortos e cerca de 5.000 desaparecidos no Nepal.

Cinco alunos morreram fora da escola, assim como um professor e um guarda.

"Seguramente quis fechar a porta", dedu Rajendra Dawadi.

Já em segurança em uma colina, o diretor observou como desaparecia o prédio onde também tinha estudado quando criança.

"Em cinco minutos tudo desabou. Não sobrou nada".

Santoshi Dotel, de 17 anos, assistia a uma aula de contabilidade quando recebeu a ordem de evacuar. Ainda agradece ao zelador que a apressou a sair.

"Nunca imaginamos que a cheia pudesse atingir essa magnitude", conta a garota.

Junto a uma amiga tentou se aproximar do rio para atravessá-lo e voltar para casa, mas uma onda repentina as obrigou a recuar.

"Comecei a chorar porque pensava que não voltaria para casa e que não podíamos fazer nada", recorda.

Pouco depois, a ponte foi arrastada pelas águas. "Já não tinha forças nem sabia o que fazer. Minha amiga me levou mais para cima" para uma colina.

A jovem foi evacuada de helicóptero e conseguiu se reunir com seus pais quatro dias depois.

"Encontrei minha mãe ao descer do helicóptero", relata. "Ela me abraçou e começou a chorar".

Sua mãe, Durga Dotel, admite que tinha perdido toda esperança. "Ao ver o rio transbordando, pensei que minha filha não tinha sobrevivido".

Dias depois do desastre, Rajendra Dawadi pressiona as autoridades para reabrir a escola o quanto antes.

"Esta catástrofe é muito pior" que o terremoto de 2015, afirma.

"Então o prédio ficou destruído, mas conseguimos reconstruí-lo. Desta vez perdemos tanto o terreno quanto a escola".

Segundo Save the Children, pelo menos 69 escolas foram destruídas pela cheia, comprometendo a educação de cerca de 19.000 crianças.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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