"Manual de fechorías sexuales", contos para domesticar a recatadez
Livro de autores reconhecidos será apresentado na Biblioteca Augusto Roa Bastos
- Jorge Zárate
- jorge.zarate@nacionmedia.com
- Fotos: Gentileza
O livro de contos com histórias picantes dos reconhecidos autores Amanda Pedrozo, Alejandro Maciel, Chiquita Barreto e Eugenia Cabral será apresentado no próximo 25 de setembro, a partir das 19:00, na biblioteca Augusto Roa Bastos da Manzana de la Rivera. Aqui os escritores nos oferecem alguns deliciosos adelantos.
"De fechorías andamos todos abundantes", conta Amanda Pedrozo para fazer simples a apresentação do livro de contos que abordaram junto a Alejandro Maciel, Chiquita Barreto e Eugenia Cabral.
"Não é nada erótica, é literatura proibida para menores e são experiências de outras pessoas. Muitos a considerariam atrevida porque há gente que ainda tem medo das palavras", diz a escritora e jornalista.
"Manual de fechorías sexuales" se soma a uma sequência de livros que Amanda, sua irmã Mabel, já falecida, e Alejandro Maciel conceberam no princípio porque "nos divertíamos contando-nos esse tipo de coisas".
"Com Alejandro e minha irmã havíamos publicado vários livros a três mãos porque nos divertíamos mais assim", recorda citando como exemplo o volume "Cuentos para no dormir la siesta" que editaram com antecedência.
Amanda, de larga experiência no jornalismo, é diretora do diário Popular, estudou e ensinou letras e tem publicados livros de poesias e contos. "Comecei escrevendo poesia e até agora quando me assalta a musa ou o muso vem um verso e seguis, depois comecei com os contos com minha irmã Mabel e desde aí não solto os contos. Agora estou escrevendo duas noveletas... dou ouvidos à minha mente: para onde ela quer ir, a sigo", conta.
Sobre os contos deste "Manual...", relata: "Muita gente me pergunta: 'Essa é a história quente de vocês?' e lhes digo que não, são coisas que ouvimos e que em literatura nunca é absolutamente real tudo, igual sei que há gente que se colocaria um véu escuro para lê-las", aponta.
A ideia segundo explica é que essas histórias "se expandam além do círculo de vinho e amigos", diz para lembrar que as mesmas "aparecem em todos os lugares, supostamente ocultas, assim que há que dizer as coisas como são. Me assusta que haja gente que se apresenta como imaculada e não é assim... existem experiências traumáticas sexuais, até antes de conhecer o sexo, delitos sexuais de muita gente, enfim, é um tema literário", recorda.
NÃO ABORRECER
Alejandro Maciel é escritor e médico psiquiatra, e revela a premissa do grupo de autores: "Juramos não aborrecer. O pecado mais grave de um escritor é aborrecer", aponta. Sobre o volume de contos aponta que "a ideia surgiu da existência de vários relatos nos quais a sexualidade não está ausente, não é pornografia porque esta é entediante, não aponta à inteligência, fica nos instintos, na excitação", explica.
"A sexualidade na literatura é criativa, gera interesse no leitor e com esse veículo e esse interesse vão-se analisando outras situações como a violência, o comércio sexual, os comportamentos aberrantes que produzem os instintos quando não são manejados com inteligência. O livro é divertido, mas nos faz pensar e acreditamos que o melhor modo de pensar é com alegria", acrescenta.
Com cerca de 30 livros publicados, com edições no Brasil, Equador, Espanha e França, Maciel entende que os contos reunidos no "Manual..." impactarão nos leitores: "São histórias que têm muito gancho, por exemplo, a de uma rapariga de 15 anos a qual um senhor mais velho leva a um prostíbulo para que aprenda todas as técnicas e segredos sexuais sem se envolver, sem que ninguém a toque, tudo em teoria, porque esse senhor..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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