Luis Vera inaugura exposição sobre memória e resistência ayoreo em Curitiba
O fotógrafo e artista visual paraguaio Luis Vera inaugurou a exposição individual Seguimos vivos, agora usamos roupa no Espaço Cultural do Consulado Geral do Paraguai em Curitiba, Brasil. A mostra integra-se à programação oficial da 16ª Bienal Internacional de Arte Contemporâneo de Curitiba e do circuito ArtWeek Curitiba, consolidando a presença paraguaia em um dos principais encontros de arte contemporânea da região. A exposição encontra-se instalada em uma casarão patrimonial localizado no bairro Batel.
A cerimônia de abertura contou com a participação de autoridades culturais e diplomáticas do Paraguai e Brasil. Entre os presentes encontravam-se a ministra de Cultura do estado do Paraná, Luciana Casagrande Pereira; a presidenta do Conselho de Cultura da Bienal, Rafaela Lupion; o diretor geral da Bienal, Luiz Ernesto Meyer Pereira; a embaixadora e cônsul geral do Paraguai em Curitiba, María Amarilla; o diretor de Relações Culturais do Ministério de Relações Exteriores, Manuel Tornato, além de curadores, artistas e convidados especiais.
Durante o ato, a embaixadora María Amarilla ressaltou que a presença de artistas paraguaios neste espaço permite ao público acessar novas narrativas visuais e reafirma o papel das sedes consulares como plataformas de intercâmbio e difusão da arte contemporânea. Por sua parte, Manuel Tornato apontou que a participação de Vera na Bienal representa um reconhecimento ao desenvolvimento da arte contemporânea paraguaia e à sua capacidade de abordar problemáticas de alcance internacional desde a diplomacia cultural.
Em sua intervenção, Luis Vera expressou seu agradecimento pelo apoio institucional recebido da Chancelaria paraguaia, do Consulado Geral e dos organizadores da Bienal e do ArtWeek Curitiba. Explicou que a exposição dialoga com o eixo conceitual Limiares (Umbrales) da Bienal ao propor uma reflexão sobre a memória, a sobrevivência e as transformações culturais que afetam os povos ayoreo em isolamento voluntário do Chaco.
As obras apresentadas empregam a técnica digital do databending, mediante a qual se intervém o código das imagens incorporando registros de texto e solicitações de auxílio das comunidades indígenas. Esta metodologia evidencia o impacto do desmatamento sobre seu território ancestral, gerando um diálogo visual entre a tecnologia e as problemáticas territoriais destes povos.
A exposição permanecerá aberta até finais de 2026 com acesso livre e gratuito. O horário de atendimento é de segunda-feira a sexta-feira, de 09:00 a 16:00, na sede do Consulado Geral do Paraguai em Curitiba.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.