Leite questiona resposta da Chancelaria ante declarações de Lula
O senador cartista Gustavo Leite questionou a falta de uma resposta oficial da Chancelaria paraguaia ante as recentes declarações do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que fez referência à Guerra da Tríplice Aliança, um episódio histórico que qualificou como especialmente sensível para os paraguaios.
Segundo o legislador, o Ministério de Relações Exteriores atuou com maior rapidez no caso de Kylian Mbappé, quando respondeu a uma publicação da senadora Celeste Amarilla.
"Me pareceu que a Chancelaria atuou muito rápido para ser politicamente correta no caso Mbappé e não disse nada no caso Lula. A Guerra da Tríplice Aliança é muito sensível para os paraguaios", expressou Leite.
O senador sustentou que o Governo paraguaio deveria ter transmitido uma mensagem clara ao mandatário brasileiro, embora sem converter o episódio em um conflito bilateral. Em sua opinião, a Chancelaria deveria ter comunicado ao presidente Lula que cuide sua linguagem quando se referir à Guerra da Tríplice Aliança.
"A Chancelaria teria dito ao presidente Lula que cuide sua linguagem quando fale da Guerra da Tríplice Aliança. Só isso. Tampouco é para armar um incidente internacional. Os Governos falam através de seu Ministério de Relações Exteriores", afirmou.
Leite elogiou os posicionamentos públicos do vice-presidente Pedro Alliana, do presidente da Câmara de Deputados Raúl Latorre e do senador Eduardo Nakayama sobre o tema.
"Quando há oportunidade de assumir postura há que fazê-lo, porque do contrário vai ficar que o Paraguai nunca assumiu postura sobre isso. Tampouco é para armar um incidente internacional. É só lembrar que somos parceiros, amigos, trabalhamos juntos e somos sócios do Mercosul", manifestou.
Com respeito às diferenças internas do Partido Colorado de cara às próximas eleições, Leite restou importância aos desacordos entre os distintos movimentos e assegurou que a unidade se concretizará no momento dos pleitos.
"É impossível pedir que todos estejamos de acordo, mas quando chegar o momento de votar, vamos nos ir por nosso movimento e quando chegar o momento de votar, vamos nos unir todos juntos. Somos um partido democrático. Não está impedido pensar diferente", expressou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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