Quarta, 29 de Julho de 2026
ÚLTIMA HORA
Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português Bem-vindo ao ParaguaiNews — as notícias do Paraguai agora em português
Esportes

Julio "Pastelito" Díaz revive a façanha de 1979 do Olimpia

28/07/2026 23:15 3 min lectura 10 visualizações

O passar do tempo não conseguiu apagar os laços de amizade que nasceram no inesquecível Olimpia de 1979. Assim o expressou Julio "Pastelito" Díaz durante uma entrevista concedida ao programa Fútbol a lo Grande, onde recordou com emoção seus companheiros e o caminho que levou o Decano a conquistar a América e o mundo.

"Este grupo de 79 foi um grupo muito bom, muito unido, e até hoje continuamos nos encontrando. Se não fosse pelo aniversário da Libertadores, nos reuníamos para fazer um churrasco e recordar aqueles momentos", comentou o ex-atacante da Olimpia.

Ao rememorar aquela campanha, Díaz apontou que a chegada de Luis Cubilla marcou um antes e um depois no clube. Explicou que o treinador revolucionou a preparação física do elenco com uma exigente pré-temporada no Centu Cué, algo pouco comum para a época. "Foi outra coisa. Naquele tempo praticamente não se conhecia o que era uma pré-temporada. Luis Cubilla mudou tudo e o trabalho deu resultados", afirmou.

Porém, o ex-goleador reservou um reconhecimento especial para o preparador físico Hermes Huelmo, a quem considera um dos grandes responsáveis pelo sucesso daquele time. "Sempre digo que 95% da conquista de 79 devemos em grande parte a Hermes Huelmo. A preparação física foi fundamental e esse time não se cansava", assegurou.

Uma das lembranças mais vívidas de Díaz foi a jogada do primeiro gol diante do Guaraní de Campinas, na Copa Libertadores. O ex-atacante recordou como assistiu de cabeça para Enrique Villalba após um cruzamento de Evaristo Isasi. "O cruzamento veio do lado direito, pulei com o zagueiro e consegui abaixar a bola dentro da área para que Quique marcasse o primeiro gol", relatou.

Durante a entrevista também elogiou o nível futebolístico de vários integrantes daquele elenco histórico. Destacou Evaristo Isasi como um dos melhores pontas direitos de sua época e assegurou que jogadores com essas características praticamente desapareceram do futebol moderno. Igualmente, teceu elogios a Luis Torres, a quem classificou como um meia irrepetível. "Um número 8 como Luis Torres nunca mais houve. Tanto Hugo Talavera manejavam o meio-campo e nós vivíamos dos passes que eles nos davam. Hoje já não encontro esse tipo de jogador no futebol paraguaio", expressou.

Para Díaz, o grande mérito daquele Olimpia foi ter acreditado em um sonho que parecia impossível. Recordou que, na primeira conversa com o elenco, Luis Cubilla anunciou que havia chegado para conquistar a Copa Libertadores, uma afirmação que poucos podiam imaginar em um contexto dominado por clubes argentinos e brasileiros. "No primeiro treinamento Luis nos disse que vinha para ser campeão da América. Quem iria acreditar naquele momento? Ninguém pensava que podíamos conseguir, mas trabalhamos muito bem e se deixou trabalhar um corpo técnico extraordinário", concluiu.

A 47 anos daquela histórica campanha, as palavras de Julio "Pastelito" Díaz refletem que o legado do Olimpia campeão de 1979 segue intacto, não apenas pelos títulos conquistados, mas também pela união, o compromisso e a convicção de um elenco que escreveu uma das páginas mais gloriosas do futebol paraguaio.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.

Comentários (0)

Entre con Google para comentar.