Vinte anos depois, Municipalidade de Assunção indeniza ex-trabalhador com G. 100 milhões
"Ele era contratado de forma consecutiva ano após ano e hoje em dia a jurisprudência e a própria lei determinam que aquelas pessoas que têm um trabalho contínuo e permanente, ainda que seu contrato seja por um tempo determinado, adquirem estabilidade e têm toda a solvência para poder reclamar o estado de direito e o que estabelece o Código de Trabalho", expressou o advogado Raúl Mongelós à NPY.
Assim também, explicou que este é um sistema que utiliza tanto o setor público quanto o privado para tentar burlar a lei.
"Se o trabalho é contínuo e permanente, ainda que tenham contrato por tempo determinado, entende-se que tem contrato por tempo indeterminado. Portanto, ao término da relação laboral, tem que se pagar a indenização correspondente e também se cumprir mais de 10 anos de antiguidade, adquire a estabilidade no trabalho", referiu.
"Este é um reclamo que tem uma duração de quase 10 anos. Em primeira instância, há 7 anos atrás, estabeleceu-se que o montante de indenização era de G. 20 milhões. O que acontece é que a Municipalidade de Assunção tem atacado, tanto em segunda instância quanto na Corte Suprema de Justiça, a invalidade desta sentença, o que gerou essa soma de juros que hoje equivalem a mais de 80% do capital reclamado. Teria sido mais oneroso pagar os 20 milhões há 8 anos atrás", expressou o advogado.
Entre tanto, disse que não é uma questão exclusiva da Municipalidade de Assunção, já que todo o Estado paraguaio realiza despidos de forma injustificada no setor público, fundamentalmente, sem nenhum tipo de consideração para com argumentos legais. "Como não são eles que pagam esses juros, e é o contribuinte, então se tomam esse tipo de leviandades", afirmou.
A nível do Poder Legislativo, pediu que se possa melhorar algum tipo de regime na Justiça, já que foram vinte anos de um litígio para cobrar uma indenização. "Há pessoas que falecem dentro desse caso, se cansam ou morrem, e a justiça não chega", recalcou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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