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Sociedade

Javo Cano, o papai palhaço que cria entre risadas, kung-fu e liberdade

Um olhar íntimo sobre a paternidade itinerante de um artista paraguaio que equilibra o circo com a criação de três filhos nascidos em diferentes países da América do Sul

21/06/2026 04:45 3 min lectura 13 visualizações
Javo Cano, el papá clown que cría entre risas, kung-fu y libertad

Por trás da maquiagem, da nariz vermelha e das risadas que distribui em cada apresentação, existe um pai enfrentando a mesma logística, dúvidas e desvelos que qualquer outro. Javier "Javo" Cano, palhaço paraguaio que junto à artista suíça Séverine Moser lidera a companhia La Familia Café con Leche, abre as portas de sua intimidade familiar.

Ao longo dos anos, o casal criou espetáculos participativos e educativos como "¿Dónde está Eugenio?", "La fábrica" e "Vassilissa la hermosa". A companhia faz parte da Associação de Tiriteiros e Tiriteiras do Paraguai (Atipy) desde 2022.

Com três filhos nascidos em diferentes pontos da América do Sul —Miya (10 anos, Argentina), Cloë (8 anos, Paraguai) e Urutau (5 anos, Colômbia)—, Javo reflete sobre o que implica a criação itinerante, desmitifica a suposta perfeição da arte e reivindica a inteligência emocional como o melhor legado para seus filhos.

A composição familiar

A família é formada por Séverine Moser, nascida na Suíça, e seus três filhos: Miya nascido na Argentina, Cloë nascido no Paraguai e Urutau nascido na Colômbia. Javo, nascido no Paraguai, completa este núcleo multicultural que soma experiências de diferentes culturas sul-americanas.

A origem do nome

Quando Javo e Séverine começaram a trabalhar juntos, o contraste de cor de pele era notável.

"Não pensamos muito e decidimos ser Café com Leche. Ainda não éramos uma família, apenas éramos um casal, mas logo a coisa mudou."

Atividades e projetos atuais

Além do trabalho como palhaços, o casal desenvolve diversas atividades. Javo orienta um grupo de teatro comunitário em Areguá, oferece aulas de kung-fu e colabora com elencos como Valorarte e Kunu'u Títeres. Ambos são membros fundadores de Atipy.

Atualmente, estão construindo seu próprio espaço em Areguá que funcionará como lar e centro cultural multidisciplinário, com propostas de teatro, dança, acrobacias em tecidos, kung-fu, música e outras atividades culturais.

A rotina real por trás da arte

Contrário ao que muitos imaginam, a rotina de uma família com um pai artista é semelhante à de qualquer outra. Café da manhã, preparação para as atividades, trabalho em escolas diante de grupos de crianças ou em praças públicas. O que permanece oculto é a gestão integral que requer cada projeto.

"Um acredita que ser ator ou ser palhaço é assim mesmo, mas há uma tonelada de gestão por trás."

Paternidade em movimento

A itinerância e a arte geraram mudanças significativas no ritmo familiar. Antes, o casal circulava por ambientes noturnos da arte —variedades em bares, peças de teatro, ensaios até a meia-noite—. Com a chegada dos filhos, os horários se reorganizaram de acordo com as sonecas, refeições e necessidades dos pequenos.

Embora os filhos acompanhem frequentemente as atividades, existe uma dupla labuta: preparar uma oficina com estudantes universitários enquanto se resolve o que farão as crianças durante esse tempo. Uma bolsa com petiscos, suco, livros e brinquedos se torna parte essencial de cada jornada.

Esta experiência de criação itinerante compartilha características comuns com a paternidade de outros pais, embora com matizes particulares de uma vida dedicada à arte e à cultura.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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