Já chegam a 293 as renúncias de médicos entregues ante Saúde
Êxodos 2026. A tempestade que atravessa atualmente a saúde pública no país continua golpeando forte, com a renúncia de vários médicos especialistas.
Juan Marcelo Estigarribia, responsável do Gabinete do Ministério da Saúde Pública (MSP), confirmou que até quinta-feira foram 270 a quantidade de renúncias que apresentaram os médicos.
No entanto, os profissionais da saúde contabilizam uma quantidade maior. Segundo comentou o doutor Roberto Riveros, cirurgião pediátrico, até ontem sexta-feira o número era de 293 demissões.
"Havia gente que apresentava nos hospitais, então, não sei por quê, essa informação não chegava ao ministério", expressou o cirurgião.
A maioria dos renunciantes são especialistas pediátricos. Há alguns anestesiologistas e entre eles quem brinda esse serviço para pacientes pediátricos e também para adultos.
Riveros detalhou que entre os profissionais que apresentaram renúncia no Hospital Pediátrico Acosta Ñu estão os das especialidades de gastroenterologia, oftalmologia, infectologia, cardiocirurgia, reumatologia, pneumologia, cardiologia.
Não só no Acosta Ñu há demissões várias. Também no Materno Infantil San Pablo, Santíssima Trindade, o Nacional de Itauguá e Hospital do Trauma. O MSP também reportou demissões de profissionais do Hospital de San Lorenzo e Villa Elisa. Ao encerramento desta edição, a Sociedade Paraguaia de Anestesiologia levava adiante uma assembleia onde decidiriam sobre as renúncias.
O profissional da saúde falou também sobre o dito pelo Governo, de que tinha como cobrir as vacancias que poderiam ficar por quem renuncia ao cargo.
"Com todos esses profissionais que agora apresentam renúncia é impossível cobertura. Ou seja, não sei o que mais estão esperando eles, que realmente o ministério fique sem o mínimo de médicos para que possa seguir funcionando. Não sei o que estão esperando, mas assim como estão as coisas, hoje é de impossível reposição e de impossível cobertura", pontualizou o cirurgião pediátrico.
Meritocracia. Riveros também tocou no requisito da meritocracia, reiterado na última semana pelos referentes do Governo.
"Meritocracia ia ser se era meritocracia para todos por igual no Governo. Nós com 15 anos de formação e é fácil dizer a partir de um ano de antigüidade que mérito pode ter. Isso choca, golpeia, porque entra gente na função pública sem estudos, sem se preparar e tem melhores salários que nós".
Seu parecer é acompanhado por sua colega, a doutora Norma Ruiz, profissional do Hospital de Itauguá.
"Se tão somente o chefe de Gabinete..."
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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