Israel ganha peso nas exportações de carne bovina paraguaia e sustenta a melhora dos preços
As exportações paraguaias de carne bovina continuam mostrando um comportamento condicionado pela menor disponibilidade de gado para abate, o que impactou nos volumes embarcados durante 2026.
Porém, neste cenário de menor oferta, Israel emerge como um dos mercados mais dinâmicos e de maior relevância para a cadeia carnícula nacional, tanto pelo crescimento dos volumes adquiridos como pelos melhores valores que está pagando pela proteína paraguaia.
De acordo com dados oficiais do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), o Paraguai exportou em maio 18.458 toneladas de carne bovina, mantendo-se em níveis similares aos registrados em abril e claramente abaixo dos embarques observados um ano atrás.
Não obstante, o valor médio de exportação mostrou uma recuperação significativa, aumentando 5,7% em relação ao mês anterior até alcançar os US$ 7.118 por tonelada, um dos níveis mais altos desde finais de 2025.
Israel impulsiona o valor das exportações
Segundo a análise realizada por Faxcarne sobre dados do Senacsa, um dos principais responsáveis dessa melhora no valor médio de exportação é Israel. Durante os primeiros cinco meses do ano, o Paraguai embarcou para esse mercado cerca de 14.000 toneladas de carne bovina, com um valor médio de US$ 7.647 por tonelada.
O desempenho do mercado israelense destaca-se tanto por volume como por preço. As exportações para esse destino registraram um crescimento interanual de 15% em volume, enquanto o valor médio de colocação aumentou 23% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Esses números refletem uma maior valorização da carne paraguaia em um mercado estratégico para a indústria exportadora, especialmente em um contexto onde outros destinos tradicionais enfrentam uma competição mais intensa ou mostram sinais de desaceleração.
Chile mantém a liderança, mas perde participação
Apesar do avanço de Israel, o Chile continua sendo o principal comprador de carne bovina paraguaia. Porém, seu predomínio dentro da cesta exportadora vem se reduzindo devido ao forte avanço do Brasil nesse mercado.
Os dados do Senacsa mostram que as exportações paraguaias para o Chile acumularam 36.369 toneladas entre janeiro e maio, o que representa uma queda interanual de 21% em volume.
A combinação de menores vendas para o Chile e uma crescente demanda de Israel está gerando mudanças na composição dos destinos de exportação do Paraguai, conferindo maior protagonismo a mercados que valorizam a qualidade e pagam preços superiores pela carne nacional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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