Irã ataca instalações de defesa estadounidense no Golfo
Ataque a sistemas de defesa
Irã realizou ataques contra instalações norte-americanas de radares e sistemas de defesa antiaérea no Golfo, após avisar Washington sobre possíveis ataques adicionais de maior alcance. O exército estadounidense havia completado sua décima noite consecutiva de operações aéreas contra a república islâmica, nos quais bombardeou centros de comando, capacidades marítimas e bases de mísseis e drones com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.
Os Guardiões da Revolução, ramo militar do Irã, anunciaram a detenção de dois petroleiros nesta via estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos. Esta ação soma-se à retenção de quatro embarcações em dias anteriores, incrementando as tensões na região.
Impacto no tráfego marítimo
Um navio-tanque foi atingido por um projétil não identificado frente às costas de Omã, segundo reportes da agência britânica de segurança marítima UKMTO. O tráfego marítimo na região enfrenta riscos significativos de paralisia adicional.
Os hutis do Iêmen, aliados próximos de Teerã, anunciaram um bloqueio no Mar Vermelho dirigido contra a Arábia Saudita, principal exportador mundial de petróleo. Especialistas alertam que esta ação poderia provocar uma escalada regional maior, considerando a importância do Estreito de Bab el-Mandebe como rota alternativa ao Estreito de Ormuz.
Resposta estadounidense e comunicados iranianos
O presidente Donald Trump afirmou que Irã pagará um preço significativo por cada soldado estadounidense falecido no conflito. Três militares estadounidenses faleceram recentemente na Jordânia e Iraque, os primeiros desde o recrudescimento da violência, elevando a 17 o total de baixas estadounidenses desde o início da guerra em fevereiro.
Os bombardeios estadounidenses estenderam-se em direção ao centro e leste do Irã, além das regiões do sul onde concentraram-se inicialmente após a reativação das hostilidades em 7 de julho. Na segunda-feira reportaram-se ataques em Bushehr, onde se encontra a única central nuclear iraniana em funcionamento.
Advertências de novos ataques
Teerã anunciou disparos contra objetivos militares estadounidenses no Kuwait e Baréim, aliados de Washington, assim como na Jordânia. Os Guardiões iranianos afirmaram que o inimigo deve preparar-se para ondas de drones e ataques de mísseis de maior alcance e efetividade.
Segundo o balanço oficial iraniano publicado na sexta-feira, registraram-se pelo menos 50 mortos e mais de 500 feridos desde a reativação dos combates.
Contexto diplomático
A reativação das hostilidades anulou o protocolo de acordo firmado em 17 de junho para negociar o fim do conflito, iniciado em 28 de fevereiro. Porém, continuam os esforços diplomáticos entre Teerã e Washington através de países mediadores como Catar, Omã e Paquistão.
O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, realizou uma visita de dois dias ao Paquistão na segunda-feira para participar nas gestões de mediação. Segundo o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmail Baqai, persistem as iniciativas de diálogo entre ambas as nações.
O protocolo de acordo previa a reabertura do Estreito de Ormuz, pelo qual transitava antes da guerra um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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