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Saúde

IPS solicita declaração de emergência enquanto continua a greve médica nacional

26/08/2026 10:45 3 min lectura 18 visualizações

Situação no Instituto de Previsión Social

O presidente do Instituto de Previsión Social (IPS), Dr. Isaías Fretes, apresentou ante o Congresso a solicitação de declaração de emergência institucional, alertando que a falta de médicos e enfermeiros já repercute no atendimento dos segurados. Explicou que a redução da carga horária dos profissionais deixou vazios que a instituição não consegue cobrir pela escassez de recursos humanos disponíveis.

O Dr. Fretes precisou que 2.900 médicos foram beneficiados com a diminuição da carga horária, entretanto, apenas 570 ingressaram novamente no sistema para ocupar as horas que ficaram disponíveis. "Não temos no país a quantidade suficiente de recursos humanos para poder cobrir as outras 12 horas restantes", assinalou.

O titular do IPS manifestou que esta situação já se reflete nos serviços de urgências, onde se reduziu a quantidade de profissionais disponíveis. "Temos as urgências sobrecarregadas. Em vez de que haja, em um serviço, por exemplo, 20 médicos de plantão, há somente 10", expressou. Atribuiu parte do déficit aos salários reduzidos, lembrando que há 14 anos não se registra um aumento de salubridade para os médicos.

Respaldo de centrais sindicais

A Mesa de Unidade Sindical Paraguaia, integrada pela CNT, CUT, CUT-A, CPT e CGT, manifestou seu respaldo à greve nacional de médicos e aos trabalhadores da saúde que reivindicam melhorias laborais e o fortalecimento da saúde pública.

Por meio de um comunicado, as centrais sindicais enfatizaram que "a saúde deve ser uma prioridade do Estado" e sustentaram que garantir um atendimento digno requer hospitais adequadamente equipados com insumos, medicamentos e equipamentos, além de melhores salários e condições laborais para os trabalhadores do setor.

As organizações questionaram as condições nas quais se desempenham os trabalhadores sanitários e afirmaram que não se pode falar de verdadeiro crescimento econômico enquanto a população enfrenta dificuldades para acessar um atendimento adequado e os trabalhadores laboram em condições precárias.

Posição do Ministério da Economia

Segundo o ministro da Economia e Finanças, Óscar Lovera, a principal reivindicação médica, que propõe um incremento por vínculo passando de G. 5 milhões a G. 8 milhões, apresenta dificuldades de cumprimento na conjuntura atual. Afirmou que significaria uma despesa extraordinária de USD 100 milhões e, como alternativa, propôs a implementação da carreira sanitária com a universalização das 12 horas por vínculo que estabelece a lei.

O ministro Lovera, após reunir-se com membros da Comissão de Fazenda do Senado, indicou que outras medidas contempladas na lei da carreira sanitária poderiam ser implementadas em benefício dos trabalhadores de saúde, embora tenha esclarecido que o reajuste solicitado requereria desembolsos extraordinários que não podem ser cobertos neste momento.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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