Internas ANR: O que pediram os representantes da dissidência ao TEP?
No dia 13 de maio, representantes da dissidência colorada apresentaram oficialmente ao Tribunal Electoral Partidário (TEP) da Associação Nacional Republicana (ANR) Partido Colorado um documento no qual manifestam sua desaprovação com o processo eleitoral devido ao não cumprimento da auditoria das máquinas de votação que serão utilizadas.
Trata-se da nota polêmica à qual fazem referência os dirigentes de Honor Colorado para manifestar sua rejeição categórica a qualquer tentativa de adiamento das internas. O documento, assinado pelos representantes gerais de diversos movimentos internos, solicita formalmente a suspensão imediata das próximas etapas do processo eleitoral até que seja realizada a auditoria.
No corpo do ofício, os representantes denunciam que a auditoria de software é uma "etapa prévia obrigatória" que não foi realizada, o que configura um "incumprimento manifesto das regras previamente fixadas" no cronograma eleitoral vigente. Sustentam que avançar sem este controle implicaria a "convalidação por parte do TEP de um procedimento irregular", afetando direitos fundamentais de categoria constitucional.
Falam da falta de uma auditoria técnica integral de hardware e software das máquinas de votação, a qual estava prevista originalmente para fevereiro de 2026 e foi suspensa de maneira irregular por meio de uma mensagem de WhatsApp, segundo a denúncia.
Segundo o informe técnico, a jornada realizada no dia 8 de maio denominada auditoria de software e hardware "não constituiu uma revisão técnica integral nem muito menos uma auditoria técnica de hardware e software", qualificando-a meramente como uma "demonstração didática e operativa básica".
Os técnicos dos movimentos apontam que o procedimento realizado não implicou acesso ao código-fonte do software eleitoral; não constituiu auditoria criptográfica e tampouco determinou tecnicamente se o sistema é seguro, íntegro e confiável.
Segundo os signatários, entre os quais se encontram os advogados Lidio Franco, Juan Villalba, Sergio Coscia e Roberto Zapattini, a verificação realizada não atende aos padrões internacionais de auditoria técnica exigidos para este tipo de processo.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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