Deputado liberal sugere a Estigarribia ampliar seu alcance político além do sectarismo
Observações sobre a pré-candidatura presidencial
O deputado e dirigente do movimento Frente Radical do Partido Liberal Radical Auténtico (PLRA), Adrián Billy Vaesken, reconheceu que é natural que Ricardo Estigarribia, como governador do departamento mais populoso do país, aspire a chegar à Presidência. Entretanto, sustentou que o líder do movimento Novo Liberalismo deveria concentrar seus esforços em fortalecer a oposição diante das municipais de 2026, previstas para próximo 4 de outubro.
"Se quer ter sucesso o que ele deveria fazer agora, politicamente, o que mais urge, e se eu fosse ele, é apoiar candidatos a prefeitos e vereadores da oposição e se desmarcar deste sectarismo que o mantém preso a uma facção interna do PLRA", afirmou o legislador.
Questionamentos sobre antecedentes
Vaesken também expressou dúvidas sobre se a gestão de Estigarribia como prefeito de Villa Elisa, particularmente durante a pandemia da Covid-19 quando forneceu oxigênio aos hospitais, será suficiente como carta de apresentação para uma eventual candidatura presidencial em 2028.
"Para as presidenciais de 2028 não sei se lhe vai bastar voltar a lembrar ao povo sua gestão como prefeito de Villa Elisa. Essa gestão que durante a pandemia forneceu oxigênio aos hospitais de Villa Elisa e isso o tornou viável para a Governação de Central. Não sei se isso vai ser suficiente novamente", manifestou.
Maior alcance territorial
Para Vaesken, o chefe departamental deve se mostrar mais aberto e ter maior presença nos 19 distritos do Departamento Central, sem considerar limitações por movimento político. "Eu sou da cidade de Guarambaré. Nós não temos nem um único contato da parte dele, considerando que ele é o governador do Departamento Central, há cidades de Central que não receberam nenhum apoio da Governação, isso institucionalmente fala sobre sua gestão", questionou.
A necessidade de unidade opositora
Sobre as possibilidades eleitorais da oposição para 2028, o deputado liberal sustentou que seu movimento trabalhará por seus interesses políticos, mas ressaltou que existe uma necessidade de construir uma candidatura unificada para enfrentar o Partido Colorado.
"Vou trabalhar por minha facção política, mas todas as ofertas políticas que estão se dando, acredito que a cidadania nos obriga a unir a oposição para ganhar dos mesmos que há 70 anos estão governando o Paraguai", expressou. "Hoje a cidadania nos obriga a unir o povo paraguaio para ganhar dos mesmos de sempre nas eleições de 2028", ressaltou.
Pré-candidaturas na oposição
Sobre as distintas pré-candidaturas que começam a se posicionar dentro da oposição, Vaesken sustentou que todas são legítimas. Mencionou a senadora Celeste Amarilla e o senador Eduardo Nakayama, considerando que este último representa um setor da direita e aos chamados liberais cívicos.
Decisão pendente do Frente Radical
Sobre a possibilidade de que seu movimento termine apoiando alguma candidatura presidencial, Vaesken indicou que o Frente Radical ainda não tomou uma decisão e que a análise será realizada após as eleições municipais.
Entretanto, reconheceu que seu setor mantém afinidade com o ex-senador e atual ministro da Corte, Víctor Ríos. Não obstante, apontou que a última resposta que Ríos deu a esse respeito é que se sente confortável no cargo que ocupa.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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