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Política

Gustavo Leite propõe equiparar salários de médicos com a região e pede transparência na dívida farmacêutica

02/09/2026 18:15 3 min lectura 297 visualizações

Análise do orçamento e medicamentos

O senador de Honor Colorado Gustavo Leite se dirigiu aos meios de comunicação para expor suas avaliações sobre o Orçamento Geral da Nação 2027, a situação sanitária e a dívida com as farmacêuticas, entre outros temas.

Leite qualificou como positivos os aumentos de recursos destinados ao Instituto Nacional do Câncer (Incan) e a aquisição de medicamentos previstos no plano de gastos. Recordou sua proposta de reduzir USD 400 milhões em gastos desnecessários para destiná-los à saúde pública e medicamentos.

O legislador expressou sua preferência por trabalhar com um orçamento novo e transparente, que não apresente compromissos prévios questionáveis. Porém, reconheceu que durante a análise detalhada será necessário identificar quais recursos já estão comprometidos em licitações plurianuais.

Execução orçamentária e financiamento

Leite enfatizou que um orçamento aprovado representa uma autorização para gastar, mas não garante a disponibilidade efetiva de fundos. Sinalizou a importância de avaliar cuidadosamente os mecanismos de financiamento propostos no projeto.

"Agora vamos estudar os detalhes de como se vai financiar. Eu posso ter a melhor intenção do mundo. Todos queremos ter a casa mais linda, o carro mais lindo, e se não podemos pagar...", expressou o senador ao referir-se à necessidade de coerência entre aspirações e possibilidades reais.

Transparência sobre a dívida farmacêutica

Com relação à dívida com as farmacêuticas, cujo montante aproximado se mantém acima de USD 1 bilhão, Leite observou uma falta de sinceridade e abertura ao diálogo com a cidadania.

O senador sinalizou que a dívida se originou tanto na atual gestão como em governos anteriores, e reclamou maior clareza sobre os responsáveis e as circunstâncias que levaram à sua geração.

"O que eu gostaria é que o ministro da Economia nos contasse a todos os paraguaios: Esta dívida que é de X milhões, que não sabemos ainda quanto é, foi incorrida dessa forma; os responsáveis são estes e a responsabilidade é ou não penal, é ou não administrativa", questionou.

Preocupações sobre o uso do orçamento

Leite expressou sua suspeita de que recursos orçamentados para medicamentos em 2026 poderiam estar sendo utilizados para cancelar dívidas de anos anteriores, embora reconhecido não ter certeza a respeito.

"Porque me faz muito barulho que haja uma dívida e, bem, estou sentindo que estamos usando orçamento deste ano para medicamentos para pagar a dívida de anos anteriores", sinalizou o legislador.

Chamado à transparência governamental

O senador considerou que a administração pública deve comunicar de maneira clara à cidadania sobre a situação fiscal e as medidas que serão implementadas. Destacou que manter silêncio diante das dificuldades orçamentárias representa um erro de gestão.

"Eu acho que aqui o que falta é contar à população por que estamos com essa dívida, o que é que aconteceu, o que vamos fazer no ano que vem", opinou Leite, enfatizando a necessidade de comunicação aberta com os cidadãos.

O legislador também analisou que a dívida foi gerada em parte pela implementação de programas sociais válidos que não contavam com financiamento orçamentário destinado previamente, o que resultou em um desequilíbrio fiscal.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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