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Saúde

Greve de médicos: Amanhã decidirão se a paralisação se estende após serem "desprezados"

26/08/2026 14:00 3 min lectura 16 visualizações

A greve de médicos segue e amanhã será um dia crucial, já que os dirigentes asseguraram que convocarão os principais líderes de nosocomios do país para avaliar se estendem a greve ou não, com tudo o que isso implica.

Na manhã de ontem, os médicos se manifestaram frente à Conmebol, onde se encontrava Santiago Peña participando do Encontro de Protagonistas Paraguai 2026. Ao finalizar sua participação na atividade, evitou se encontrar com os manifestantes.

Seguido ao "desprezo" presidencial, os médicos se dirigiram ao microcentro da capital, mais concretamente ao Panteão Nacional dos Heróis, para colocar, como ato simbólico, uma oferenda floral em honra aos médicos e pacientes falecidos, vítimas do deficiente sistema de saúde.

"Nenhum paraguaio deveria morrer por ser pobre!", exortavam em uma só voz na figura da Dra. Rosanna González, secretária geral da Sinamed.

"Não queremos que isso se politize. Somos muito claros em nossos reclamos. Tampouco quero fazer minha arena política com isso", afirmou González.

Seguido ao ato protocolar, os médicos se dirigiram de forma pacífica rumo ao Congresso Nacional, onde as forças policiais impediram o avanço da marcha na altura da praça, a poucos metros do Parlamento.

Apesar da insistência, três deputados desceram para conversar com os médicos, entre eles o deputado Rubén Rubin. "Nós encontramos pelo menos USD 700 milhões que podem ser cortados. Por isso dinheiro há de sobra para responder aos reclamos dos médicos", afirmou Rubin.

Por sua vez, a titular do sindicato recordou que não pedem nada fora do lugar para serem excluídos de um diálogo pacífico para destravar o conflito.

"Nós localizamos a nivelação salarial como principal reclamo, já que a perda do poder aquisitivo é algo mais que evidente e como trabalhadores merecemos ser ouvidos. Em 2012 ganhávamos 2,8 salários mínimos e hoje apenas 1,5. Um retrocesso que desanima qualquer trabalhador", explicou González.

Finalmente, foram recebidos pelos legisladores e decidiram que amanhã terão uma reunião com os líderes das diferentes bancadas da Câmara de Deputados e os representantes dos sindicatos médicos.

González destacou que o Executivo nem o Ministério da Saúde apresentaram nenhuma contraproposta. "Não há nenhuma contraproposta nem intenção de destravar a greve, nós não vamos parar".

Desde o Ministério da Saúde asseguram que os médicos não aceitaram a proposta de carreira sanitária, mas exigiram aumento salarial.

"Desmentimos categoricamente que tenhamos recebido uma proposta por parte da ministra María Teresa Barán. Por isso não rejeitamos nenhuma proposta. Milhares de médicos devem ser ouvidos", completou González.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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