Governo apresenta proposta de reajuste salarial para médicos por USD 60 milhões
Proposta de reajuste escalonado
O Governo apresentou uma proposta de incremento salarial aos médicos após uma reunião sustentada pelas autoridades. As autoridades mantêm sua postura do aumento por escalafão e propuseram um pagamento de G. 500.000 a G. 4 milhões, dependendo dos vínculos, da antigüidade, das horas trabalhadas e outros requisitos.
Esta iniciativa afetará 10.626 médicos e representará um gasto total de USD 60 milhões ao Estado, segundo afirmou a ministra de Saúde, María Teresa Barán.
"Essa é a proposta que nós demos em que hoje o médico contratado vai cobrar exatamente igual que um médico nomeado", expressou a ministra.
Diferença com a posição do gremio médico
O ministro Javier Giménez, chefe de Gabinete Civil da Presidência, destacou que a proposta governamental representa aproximadamente a metade do montante solicitado pelos médicos. Apontou que o gremio médico solicita um incremento da base salarial geral, argumentando a necessidade de superar sistemas burocráticos tradicionais.
Giménez explicou que a posição do Poder Executivo se baseia em um sistema meritocrático onde "ganhe mais aquele que tem melhor capacitação, tem mais experiência, dedica mais tempo ou horas ao dia a seu trabalho".
Plano de carreira em desenvolvimento
O funcionário esclareceu que o plano de carreira não surge como resposta à greve dos médicos, mas que é um trabalho ordenado que leva sete meses de desenvolvimento. Os aumentos previstos devem provir do orçamento do Ministério de Saúde mediante uma melhora na qualidade do gasto.
"Vai-se gastar melhor, vai-se reduzir o preço de compra de medicamentos", afirmou Giménez a respeito de como se financiariam esses incrementos.
Balanço da reunião
O chefe de Gabinete Civil qualificou a reunião como "positiva, dinâmica e muito séria", onde se identificaram numerosos pontos de coincidência entre as partes, embora tenha reconhecido que ainda existem aspectos a ajustar.
A ministra do Trabalho, Mónica Recalde, também valorizou a reunião como "bastante produtiva" e confirmou que o Executivo conta com uma proposta trabalhada em termos orçamentários e regulamentares para continuar o diálogo. Assegurou que a principal missão do governo é atender todas as reivindicações, especialmente no âmbito da saúde pública.
Recalde explicou que o orçamento de USD 60 milhões inclui também o pagamento de feriado em dobro, direito que foi reconhecido pelo Poder Executivo como uma demanda legitimada do setor médico.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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