Gasoduto bioceânico busca US$ 1.000 milhões de investimento
O projeto do gasoduto bioceânico que conectará Argentina com Paraguai avança para uma nova fase, com um investimento privado estimado em até US$ 1.000 milhões, segundo confirmou o vice-ministro de Energia paraguaio.
O principal desafio atual consiste em assegurar compradores firmes de gás natural com contratos estáveis que garantam a rentabilidade do empreendimento. Sem essa demanda assegurada, resulta impossível avançar com a infraestrutura necessária em ambos os países.
Dois cenários em avaliação
As autoridades paraguaias manejam duas alternativas principais: que o Paraguai assuma a compra de gás natural por conta própria, ou que o Brasil também se some como consumidor do projeto. Esta segunda opção ampliaria significativamente o mercado potencial.
A iniciativa conta com o apoio definido do lado argentino, em um contexto onde Paraguai e Brasil necessitam gás natural, enquanto a Argentina busca expandir sua capacidade de venda.
Financiamento privado confirmado
O projeto se sustentará completamente com capital privado, descartando qualquer carga direta sobre o Estado paraguaio. A banca privada aportará os fundos necessários uma vez que se definam os compradores firmes.
A versão atual do projeto, que levaria gás natural até Mariscal Estigarribia, representa aproximadamente a metade do custo do plano original que se estendia até São Paulo, reduzindo o investimento de US$ 2.000 milhões para cerca de US$ 1.000 milhões.
Interesse internacional
O empreendimento despertou o interesse de investidores de múltiplos países, incluindo capitais argentinos, brasileiros, emiradenses e estadunidenses. Embora não exista um compromisso formal fechado, o nível de intenção demonstra a alta viabilidade econômica do projeto.
A iniciativa se enquadra na agenda de integração energética do Mercosul, respaldada por estudos da Organização Latino-Americana de Energia do Caribe e financiada pela CAF, confirmando a aposta regional por um sistema integrado de gás e eletricidade.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do EstateNews Paraguay.
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