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Internacional

Trump afirma que o estreito de Ormuz reabrirá "muito em breve"

Presidente dos EUA avisa que Irã será "golpeado muito duramente" se as negociações fracassarem

05/08/2026 08:15 4 min lectura 53 visualizações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que um acordo para reabrir o estreito de Ormuz poderia se concretizar na quarta-feira, mas advertiu ao Irã que seria "golpeado muito duramente" se as negociações fracassarem. O estreito de Ormuz, via marítima estratégica no centro das tensões no Oriente Médio, tem sido um ponto conflitivo nas negociações e é o detonador das novas ofensivas de ambos os lados após o cessar-fogo de abril.

Washington e Teerã estão em guerra desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques surpresa contra o Irã. Apesar de um cessar-fogo e um acordo preliminar, a diplomacia não conseguiu pôr fim ao conflito. Trump afirmou na terça-feira que um acordo com o Irã para reabrir Ormuz poderia ocorrer "amanhã ou depois de amanhã", e comentou a jornalistas na Califórnia que os negociadores "tiveram um dia muito bom".

No entanto, garantiu em uma entrevista à Fox News que o Irã seria "golpeado muito duramente" se não se reabra "muito em breve" o estreito. O Irã quer controlar essa via e cobrar pedágios, algo que não fazia antes da guerra e ao qual os Estados Unidos se opõem. O Ministério das Relações Exteriores iraniano negou estar negociando com Washington, enquanto Trump insiste que as conversações estão em curso.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, destacou na terça-feira "avanços" nas negociações com o Irã e Omã, cujas costas bordejam o estreito, sobre o tráfego por Ormuz. "Nenhum acordo definitivo foi concluído ainda. Esperamos que isso ocorra muito em breve", afirmou. A Axios citou, sob condição de anonimato, funcionários regionais e um funcionário estadounidense sobre um eventual arranjo de 60 dias para a passagem segura pelo estreito.

"Aproximar ambas as partes"

O Catar, mediador nas negociações, afirmou que os contatos diplomáticos continuavam em curso, mas que não havia conversações diretas previstas entre o Irã e os Estados Unidos. Os objetivos diplomáticos de Washington incluem a reabertura de Ormuz e a desnuclearização do Irã, algo que Trump aceitou que poderia "levar um pouco de tempo".

Mais de cinco meses após o início de uma guerra que custou a Washington bilhões de dólares, o Irã continua sendo capaz de lançar mísseis e drones contra objetivos estadounidenses e aliados na região, assim como contra navios comerciais. Na madrugada de terça-feira, um navio-cargueiro não identificado foi atingido por um projétil desconhecido no estreito de Ormuz, frente à costa de Omã. Um membro da tripulação está desaparecido, segundo a empresa de segurança britânica Vanguard Tech.

O Irã mantém um bloqueio de facto em Ormuz e exige que os navios coordenem os cruzamentos com suas autoridades. O sultanato de Omã, que havia despertado a ira de Teerã em junho ao abrir uma rota alternativa no estreito de Ormuz, não se pronunciou por enquanto.

Ataque no Mar Vermelho

As perturbações no trânsito em Ormuz aumentaram a importância das rotas marítimas pelo Mar Vermelho, onde os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, declararam em 20 de julho um bloqueio marítimo à Arábia Saudita e atacaram infraestruturas petrolíferas do reino.

O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, permitiu a Riad, aliada de Washington, manter seus envios aos mercados globais, evitando completamente Ormuz. Mas desde que os houthis anunciaram seu bloqueio, reivindicaram ataques contra múltiplos navios que, segundo eles, o violam. Na terça-feira, o navio indiano MSV Faize Noore Oliya naufragou no Mar Vermelho frente ao Iêmen após ter sido atacado, disse à AFP um funcionário local iemenita.

As autoridades indianas indicaram que os 14 membros da tripulação foram resgatados, enquanto o governo do Iêmen, reconhecido pela comunidade internacional, atribuiu o ataque aos houthis. Também na terça-feira, um aeroporto no sudoeste da Arábia Saudita, perto da fronteira com o Iêmen, foi alvo de um ataque.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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