Garicoche descartou dólar mais próximo a G. 7.000 e recomendou ao produtor se "cobrir" ante a volatilidade
O economista e integrante da Mentu, Jorge Garicoche, afirmou que não espera o dólar em níveis de G. 7.000 no curto prazo e recomendou aos produtores agropecuários utilizar ferramentas de cobertura para projetar seus negócios com maior certeza em um cenário marcado pela volatilidade e incerteza cambial.
Durante uma entrevista na Expo Pioneros ao vivo, Garicoche considerou que a taxa de câmbio poderia registrar uma "ligeira correção" para a zona de G. 6.300, embora alertasse que existem demasiados fatores externos e internos influenciando atualmente o mercado.
"Não esperaria um dólar de 7.000. Sim uma ligeira correção ao redor de 6.300, mas hoje há demasiados elementos jogando ao redor da taxa de câmbio", sustentou.
O economista explicou que um dos principais fatores por trás da fraqueza do dólar é a política econômica dos Estados Unidos, que busca manter uma moeda mais barata para ganhar competitividade no comércio internacional.
"O sinal que Estados Unidos deu é claro: ter um dólar fraco para ganhar espaço no comércio internacional. Isso hoje tem que estar incorporado em todos os orçamentos e planejamentos", afirmou.
Em nível local, apontou que o forte ingresso de divisas por exportações agrícolas durante abril e maio também pressionou para baixo a cotação da moeda norte-americana.
"Houve um ingresso muito importante de dólares pela liquidação de soja e outros produtos agrícolas. Paraguai exportou cerca de 40% mais que o ano passado neste período", comentou.
Contudo, indicou que um dos elementos que mais pode mover o mercado nos próximos meses será a liquidez em guaranis dentro do sistema financeiro paraguaio.
"O sistema creditício segue crescendo e existe muita demanda de créditos em guaranis. Quando alguns bancos saem a buscar liquidez e vendem dólares, terminam gerando movimentos muito fortes na taxa de câmbio", explicou.
Garicoche ressaltou que o principal problema atual não é somente a incerteza, mas a forte volatilidade que vem mostrando o mercado cambial. "O dólar passou de 6.600 para 5.900 e depois voltou a 6.200 em muito pouco tempo. Essa volatilidade é a que dificulta fazer projeções", apontou.
Ante este cenário, recomendou ao produtor agropecuário se aproximar das entidades financeiras e avaliar ferramentas como os contratos forward para fixar antecipadamente a taxa de câmbio. "O forward funciona como um seguro. Hoje vale a pena utilizar ferramentas de cobertura até ter uma situação mais clara", afirmou.
Por fim, destacou o crescimento econômico e os investimentos que estão sendo desenvolvidos no Chaco paraguaio, especialmente em infraestrutura, industrialização e logística vinculada ao Corredor Bioceânico.
"Hoje o Chaco já não é somente agrícola e pecuário. Também vemos transformação...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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