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Paraguai

"Hoje temos muita gente percorrendo o Chaco": Harder destacou a reativação do mercado de terras

28/05/2026 03:00 3 min lectura 143 visualizações
“Hoy tenemos mucha gente recorriendo el Chaco”: Harder destacó la reactivación del mercado de tierras

O mercado de terras no Chaco paraguaio atravessa um cenário de maior movimento e interesse tanto de investidores nacionais quanto estrangeiros, após um período de certa desaceleração registrado até meados de 2025, conforme informou Ricardo Harder, presidente de Tierras del Chaco, durante uma entrevista com Valor Agro no marco da Expo Pioneros 2026.

"O mercado dos campos se move muito. Tivemos até meados de 2025 um certo estancamento, mas daí se ativou e hoje temos muita gente percorrendo e conhecendo as realidades do Chaco. Há negócios correndo e sabemos de outros que se estão fechando", afirmou.

Harder destacou que o interesse por investir em terras chaqueñas provém de distintos perfis de compradores e de diversas regiões do mundo. "Nota-se que o Chaco está sendo visto por muita gente. Vêm nossos países vizinhos, também pessoas de outros continentes e além disso investidores paraguaios que talvez tenham negócios industriais ou de outro tipo e hoje se voltam a investir em produção no Chaco", comentou.

O empresário explicou que o valor da terra está condicionado por múltiplas variáveis, entre elas a localização, a logística, o tipo de solo, o regime de chuvas e a disponibilidade de água. "Cada campo se define por sua logística, por sua localização, pelo tipo de solo e outros fatores. Tudo isso influencia diretamente no preço", indicou.

Quanto a referências de mercado, sinalizou que atualmente um campo de monte pode se situar em torno de US$ 600 por hectare, enquanto estabelecimentos com desenvolvimento pecuário oscilam entre US$ 1.000 e US$ 1.300 por hectare. No caso de campos agrícolas ou sistemas mistos agrícola-pecuários, os valores superam US$ 1.500 por hectare.

"São valores de referência, porque cada propriedade tem particularidades, mas hoje essas são faixas que se manejam no mercado", explicou.

Harder também ressaltou que a disponibilidade de terras próximas às colônias menonitas continua sendo limitada devido à estrutura de propriedade existente nessas zonas. "Em um círculo direto das colônias as terras estão em nome das cooperativas e se vendem aos sócios. Então, dentro de um raio de 50 ou 60 quilômetros é complicado conseguir campos", sinalizou.

Entretanto, assegurou que fora dessas áreas existe uma maior oferta disponível e oportunidades para novos desenvolvimentos produtivos. Nesse sentido, considerou que o avanço de investimentos em infraestrutura, logística e energia continuará sendo determinante para consolidar o crescimento do mercado imobiliário rural no Chaco paraguaio.

"Vemos muito potencial no Chaco. Há investimentos importantes e cada vez mais interesse de gente que quer produzir e apostar por essa região", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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