Exportações de trigo da safra 2025 crescem 30% e geram USD 92 milhões
De acordo com o informe de Comércio Exterior da Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco), os envios do trigo registraram um crescimento de 30% até junho de 2026, consolidando o cereal como um dos produtos agrícolas com melhor desempenho no primeiro semestre do ano.
Entre outubro de 2025 e junho de 2026, período que corresponde ao ciclo comercial da safra 2025, o Paraguai exportou 602.728 toneladas de trigo. Este número representa um aumento de 137.670 toneladas em comparação com o mesmo período da campanha anterior, quando haviam sido embarcadas 465.058 toneladas.
No período compreendido entre janeiro e junho de 2026 foram enviadas ao exterior 425.178 toneladas do cereal, enquanto que no mesmo semestre de 2025 as exportações atingiram 248.810 toneladas.
Impacto na geração de divisas
O desempenho exportador teve um impacto direto nos ingressos que o país percebe. Durante os primeiros seis meses de 2026, os envios de trigo geraram ingressos de USD 92,4 milhões, cifra que supera amplamente os USD 60,7 milhões obtidos em igual período do ano anterior.
Brasil como principal destino
Brasil mantém-se como o principal comprador do trigo nacional. Segundo os dados da Capeco, o país vizinho concentrou 99% das exportações registradas até junho. O percentual restante foi destinado a mercados como Bolívia, Uruguai e Argentina.
Abertura de novos mercados
Um dado destacado do informe corresponde à abertura de novos destinos. A assessora de Comércio Exterior da Capeco, Sonia Tomassone, ressaltou que pela primeira vez o Paraguai conseguiu exportar trigo para a Argentina, mercado ao qual foram enviadas 672 toneladas durante o período analisado. Este fato representa um sinal positivo para a diversificação de destinos e a ampliação de oportunidades comerciais para o setor.
Principais exportadores
Quanto ao desempenho empresarial, o ranking de exportadores é liderado pela Nativa, que concentrou 16% dos envios. Seguem-se Agrofértil com 12% e a Cooperativa Pindo com 8%.
Mais atrás aparecem Sumar e a Cooperativa Colonias Unidas, com uma participação de 7% cada uma. Também figuram entre os principais atores Ovetril, Unexpa e Agrosilo Santa Catalina, com 6% cada uma; Lar, com 4%; e Francisco Vierci, com 3% de participação nas exportações da safra 2025.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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