Ex-gerente da Ande sugere mudar o foco do Anexo C para um novo acordo com Brasil
A questão energética do país está sendo objeto de debate e o ex-gerente técnico da Administração Nacional de Eletricidade (Ande), Fabián Cáceres, afirmou que é preciso esquecer a renegociação do Anexo C e focar-se em um eventual acordo bilateral com Brasil, durante a exibição do programa "Fuego cruzado" do canal GEN/Nación Media.
"Estamos no mês de julho, o acordo que foi assinado em 2024 vence em dezembro, a tarifa sairá com alguma ata de entendimento posterior, onde já está claro que não haverá acordo operativo, pelo menos por enquanto. Há uma série de questões que estão definidas lá", disse o engenheiro especialista em temas energéticos.
"Eu acredito que da revisão do Anexo C já não dependemos, porque a revisão do Anexo C é uma utopia que não vai funcionar, há que adicionar questões políticas", expôs, citando as questões eleitorais do Brasil, que se celebram em outubro próximo.
"Definir o Anexo C já é um caminho que eu acredito que já não vale a pena, há que buscar acordos bilaterais, dentro de Itaipu, ver algumas questões e a indefinição da tarifa agora mesmo é um problema grave, um problema grande para a Ande, porque começamos a jogar com expectativas pelo que foi acordado e pelo que pode deixar de aparecer no próximo acordo", explicou Cáceres.
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Energia mais cara
Também falou sobre os problemas de energia que poderiam começar a ocorrer no país em 2030, de acordo com as projeções. "Isto é gravíssimo por onde se o veja e vão de mãos dadas, a tarifa, a infraestrutura, vai de mãos dadas a estrutura do setor energético, há muitos temas que se têm que analisar, que se têm que ver e que se têm que tomar ações concretas", lamentou.
Também explicou que se se recorrerem a novos mecanismos de geração de energia, o custo da potência adquirida será superior, pelo que se terá que ver como solventar isso e, sobretudo, estabelecer um ente regulador independente, que possa brindar segurança aos empreendimentos privados. Todas estas mudanças estruturadas devem estar lideradas pelo Governo, considerando que a Ande é um ente estatal, afirmou.
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Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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