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Saúde

Estudo internacional analisa o papel da medicação na saúde cardiovascular de pessoas com obesidade

03/07/2026 02:01 3 min lectura 5 visualizações
Estudio internacional analiza el rol de la medicación en la salud cardiovascular de personas con obesidad

Medicação e fatores de risco cardiovascular

Uma mudança significativa ocorreu nas últimas três décadas em relação à conexão entre peso corporal e saúde cardiovascular. Este panorama coincide com um aumento maior no uso de medicamentos para reduzir o colesterol, como as estatinas, e a pressão arterial, conforme apontam os autores do estudo observacional publicado em The Lancet.

Majid Ezzati, pesquisador da Escola de Saúde Pública do Imperial College de Londres, indica que o trabalho sugere que em locais de altos rendimentos, a medicação para reduzir a pressão arterial e o colesterol ajudou adultos de meia-idade e idosos a diminuir seu risco cardiovascular para níveis similares aos de pessoas com um índice de massa corporal (IMC) normal.

Alcance da análise

O estudo examinou dados sobre pressão arterial e colesterol em pessoas com obesidade, sobrepeso e IMC normal procedentes de 110 conjuntos de dados que incluíram quase um milhão de participantes. A pesquisa abarcou o período entre 1990 e 2024, recopilando informações do Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia e Finlândia.

Achados principais em três décadas

A análise revela que na década de 1990, adultos com obesidade geralmente apresentavam níveis mais altos de pressão arterial e colesterol LDL (conhecido como "colesterol ruim") em comparação com pessoas com um IMC normal.

Contudo, desde 1990, na maioria das zonas estudadas, a pressão arterial e o colesterol não saudável diminuíram de forma mais pronunciada entre adultos de meia-idade e idosos (de 40 a 79 anos) com obesidade e sobrepeso do que entre aqueles com um IMC normal, reduzindo-se a diferença ao longo do tempo.

As exceções foram Taiwan e Tailândia, onde essa convergência não foi observada de forma tão generalizada.

Resultados mais evidentes em adultos maiores

Os achados foram particularmente notáveis em adultos maiores (de 60 a 79 anos). No Reino Unido e Estados Unidos, aqueles com obesidade, e especialmente com obesidade severa, apresentavam níveis de pressão arterial e colesterol não saudável similares ou até inferiores aos adultos maiores com um IMC normal.

Isso se deve possivelmente ao fato de que nas últimas três décadas, pessoas com obesidade tinham mais probabilidade de receber medicamentos para reduzir esses fatores de risco do que aquelas com um IMC normal.

Diferenças em adultos jovens

Em contraste, em adultos jovens (menores de 40 anos), os resultados mostram uma redução mínima ou nula da diferença na pressão arterial ou colesterol entre pessoas com obesidade e aquelas com um IMC normal. Os dados indicam que o uso de fármacos é baixo neste grupo de idade, o que reforça a ideia de que a medicação é um fator determinante da redução da lacuna em adultos maiores.

Perspectiva para o futuro

Os pesquisadores apostam em considerar intervenções precoces em menores de 40 anos, reconhecendo algumas limitações do estudo. Sua análise restringiu-se a sete zonas de altos rendimentos, portanto os achados poderiam não ser aplicáveis em outros países, especialmente naqueles com diferentes sistemas de saúde e acesso a medicamentos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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