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Tecnologia

Elefantes asiáticos demonstram capacidade de controle de impulsos para tomar decisões mais acertadas

11/09/2026 14:00 3 min lectura 286 visualizações

Capacidade cognitiva de controle inibitório

Pesquisadores do Hunter College de Nova York publicaram na revista Plos One um estudo que demonstra a capacidade dos elefantes asiáticos para controlar impulsos e tomar decisões mais efetivas. Este achado poderia contribuir ao desenvolvimento de estratégias de conservação orientadas a reduzir os conflitos entre esses animais e as comunidades humanas, especialmente na Ásia, onde compartilham mais espaços geográficos.

A pesquisa evidencia que quando os elefantes se enfrentam a situações que requerem reprimir um comportamento impulsivo, geralmente conseguem fazê-lo. Isto inclui resistir ao impulso de alcançar diretamente uma recompensa alimentícia após uma barreira transparente ou abandonar técnicas que anteriormente resultavam eficazes mas que já não funcionam.

Importância para a cognição animal

Os autores do estudo assinalam que esta capacidade de controle inibitório poderia ser importante para as interações sociais dos elefantes e para outros aspectos da cognição, como a resolução de problemas. O controle inibitório — a capacidade de resistir a um impulso em favor de uma conduta mais eficaz — é fundamental para a tomada de decisões e a flexibilidade cognitiva em humanos e em alguns animais.

Metodologia da pesquisa

Para avaliar este comportamento, a equipe de pesquisa submeteu dezesseis elefantes asiáticos a testes no Instituto Nacional do Elefante na Tailândia. Em um dos experimentos, apresentaram aos animais uma caixa transparente com pequenos orifícios através dos quais podiam ver e cheirar a fruta em seu interior. Os elefantes resistiram à tentação de tentar alcançar a comida diretamente e, em seu lugar, utilizaram uma abertura lateral da caixa, tal como lhes havia sido ensinado previamente.

Quando os pesquisadores giraram a caixa, os elefantes inicialmente caíram no impulso de alcançar a abertura em sua posição anterior, mas rapidamente corrigiram seu comportamento e se adaptaram à nova situação.

Observações sobre a idade e adaptação

Os pesquisadores descobriram que os elefantes mais velhos demoravam mais tempo em se adaptar à mudança, um resultado que poderia ser explicado pelo deterioro cognitivo associado à idade, embora se requeiram estudos adicionais para confirmar esta hipótese.

Pesquisas anteriores sobre cognição elefantina

Há duas décadas, os pesquisadores do Instituto Nacional do Elefante estudam a inteligência, a personalidade e o comportamento social dos elefantes na Tailândia. Suas pesquisas anteriores demonstraram que esses animais possuem capacidades cognitivas destacadas, incluindo o reconhecimento de si mesmos em espelhos, a capacidade de consolar seus companheiros tristes, a coordenação de ações com seu parceiro e a habilidade para resolver problemas novos.

Comportamento em entornos compartilhados com humanos

A equipe também descobriu que os elefantes que vivem perto de comunidades humanas estão mais dispostos a assumir riscos e explorar situações desconhecidas. Esses comportamentos poderiam ajudar a explicar por que alguns elefantes, ao entrar em zonas agrícolas, geram conflitos com as pessoas.

Os autores do estudo consideram que compreender como respondem os elefantes aos obstáculos, como tomam decisões e como se adaptam a circunstâncias em mudança pode ajudar aos pesquisadores a prever melhor o comportamento desses animais em entornos dominados pela presença humana. Este conhecimento resulta valioso para desenvolver medidas de convivência pacífica entre estas espécies e as comunidades.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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