ELA no Paraguai: Um chamado à visibilidade e equidade no abordagem de uma doença complexa
A cada 21 de junho é comemorado o Dia Mundial contra a Esclerose Lateral Amiotrófica, que é uma doença neurodegenerativa que afeta de maneira progressiva as neuronas motoras, comprometendo funções vitais como o movimento, a fala, a deglutição e a respiração.
A Dra. Tania Caballero, neurologista e eletrofisiologista da Área de Doenças Neuromusculares do Hospital Central do Instituto de Previsão Social (IPS), explicou que sua labor diária não apenas implica o diagnóstico de uma das patologias mais desafiantes da neurologia, mas também o acompanhamento humano dos pacientes que enfrentam o avanço desta doença terminal.
Em entrevista com Última Hora, a profissional explica que a ELA é uma doença neurodegenerativa – a terceira mais frequente depois do Alzheimer e do Parkinson – que ataca diretamente as motoneuronas, as células encarregadas de transmitir os sinais do movimento desde o cérebro até os músculos.
"A ELA se caracteriza por ser uma doença neurodegenerativa que se apresenta principalmente sob a forma de diminuição muscular. Então, é uma doença que se produz por uma degeneração nas neuronas do movimento. Estas neuronas se chamam motoneuronas, porque são neuronas que temos para poder nos movermos. E temos duas classicamente: uma primeira, que está em nosso cérebro, e outra segunda, que está ao longo de toda nossa medula. Dessa neurona sai uma prolongação e vai até o músculo", explicou.
A especialista detalhou os sintomas frequentes nos pacientes, como fraqueza em mão, braço ou perna. "É interessante mencionar que começa sempre de um lado, é assimétrica, porque não começa de ambos os lados ao mesmo tempo. Também se apresentam movimentos involuntários, quando os músculos começam a saltar sozinhos. Isso tem um nome médico que se chama fasciculações, que ocorrem quando o músculo começa a se mobilizar por sua conta e começa a dar saltinhos de forma involuntária. Além disso, o paciente nota que esse lado está fraco, esse seria um motivo para consultá-lo", comentou.
A profissional detalhou que em nível mundial, a incidência é de 1,7 a 2,2 casos por cada 100.000 habitantes, razão pela qual se considera a ELA como uma doença rara, e que tanto no Hospital Central do IPS atualmente há um total de 33 pacientes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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