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Economia

Israel pagou US$ 8.723 por tonelada em julho: um ator que está marcando o pulso do mercado pecuário

10/08/2026 03:45 3 min lectura 13 visualizações

Israel reafirmou durante julho sua condição de mercado premium para a carne bovina paraguaia. Embora Estados Unidos tenha liderado o volume do mês e o Chile tenha mantido um elevado nível de compras, foi novamente o destino israelense o que gerou a maior faturação para a indústria frigorífica nacional.

Durante julho, o Paraguai exportou 6.419 toneladas para Israel, por um valor próximo a US$ 56 milhões, convertendo-se no mercado que mais divisas aportou durante o mês.

O aspecto mais relevante voltou a estar no preço médio. Israel pagou US$ 8.723 por tonelada, o valor mais alto entre os principais compradores de carne paraguaia e muito acima da média geral de exportação do país.

Além de sustentar o maior preço, o mercado israelense incrementou suas compras em 13,4% em relação a junho, acompanhando o crescimento do comércio sem renunciar ao valor, uma combinação especialmente importante para a rentabilidade da indústria.

A importância estratégica de Israel transcende inclusive os volumes exportados. Sua capacidade para sustentar preços elevados converte este destino em um dos principais geradores de renda para os frigoríficos paraguaios, aportando um forte componente de valor agregado ao negócio exportador.

Os dados de julho ratificam uma tendência que vem sendo observada há vários anos: Israel continua consolidando-se como um dos mercados mais sólidos e rentáveis para a carne paraguaia, com uma demanda que mantém elevados níveis de valorização.

A este cenário comercial soma-se agora um elemento importante para o comportamento do mercado pecuário durante as próximas semanas. De acordo com informações a que teve acesso a Valor Agro, a maioria das cuadrillas kosher atualmente instaladas no Paraguai continuará operando até aproximadamente 2 de setembro.

A presença destes equipos vem aportando uma forte dinâmica ao abate das plantas habilitadas para Israel. A necessidade de assegurar gado para cumprir os programas kosher, em um cenário de oferta limitada, também se trasladou ao mercado de haciendas mediante uma maior pressão de compra das indústrias.

Os rabinos deverão retornar a Israel para as celebrações do calendário religioso previstas em setembro, por isso as operações se interromperão temporariamente durante aquele mês. Com a saída das cuadrillas, espera-se que algumas plantas reduzam parcialmente o ritmo de abate e, em consequência, possa moderar-se durante algumas semanas a pressão compradora sobre o gado gordo.

Porém, as expectativas voltam a ser importantes para o último trimestre. As negociações apontam para o retorno das cuadrillas entre meados e finais de outubro ou começos de novembro, dando início a uma temporada mais extensa que poderia prolongar-se até abril de 2027.

O retorno se produziria além disso em um cenário internacional potencial...

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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