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Paraguai

Doenças reprodutivas: Tecnovax insta a prevenir antes que as perdas apareçam no rebanho

29/07/2026 04:15 3 min lectura 7 visualizações

As doenças reprodutivas continuam representando uma fonte silenciosa de perdas para a pecuária, principalmente quando o produtor não consegue dimensionar seu impacto dentro do estabelecimento.

Para Martín Lascalea, chefe técnico regional Cone Sul da Tecnovax, o desafio é gerar maior consciência, conhecer quais agentes circulam e agir antes do surgimento de abortos, falhas reprodutivas e menor produção de bezerros.

A perspectiva foi apresentada durante a segunda de duas palestras técnicas desenvolvidas pela Tecnovax no marco da Expo Paraguai. A atividade foi realizada em conjunto com a Associação Paraguaia de Criadores de Braford e Cedivep, com foco nas doenças reprodutivas, diagnóstico e construção de planos sanitários mais eficientes.

"Muitas vezes o produtor não dimensiona o que está acontecendo no campo nem qual é a realidade do Paraguai. A ideia é mostrar quais são os agentes que mais se isolam, que capacidade têm de produzir abortos e quais representam maior risco para os rebanhos", explicou Lascalea.

O especialista assinalou a Valor Agro que ainda é frequente começar a trabalhar apenas após o surgimento do problema. Em muitos casos, o primeiro passo se dá após um aborto, quando a perda produtiva já ocorreu e além disso pode resultar difícil obter uma amostra adequada para chegar a um diagnóstico certeiro.

Lascalea indicou que a amostra ideal é o feto fresco encaminhado ao laboratório, embora reconheça que as condições dos sistemas produtivos frequentemente dificultam sua coleta. Quando essa amostra não está disponível, devem-se utilizar outras ferramentas de diagnóstico e aprofundar a avaliação até identificar a causa.

"O produtor nem sempre leva em conta as perdas que pode sofrer por não prevenir este tipo de doenças", ressaltou. Por isso, considerou necessário avançar para uma estratégia que combine diagnóstico, avaliação de riscos, prevenção e medidas de controle e contingência.

Para o técnico, o trabalho sanitário deveria iniciar-se desde a seleção dos animais que entrarão em reposição e não apenas antes do primeiro serviço. "O ideal é começar desde bezerros, desde que identificamos quais animais vão entrar em reposição. A partir desse momento há que se trabalhar mediante diagnóstico e prevenção", sustentou.

Nos esquemas habituais, os planos sanitários se intensificam durante o pré-serviço das novilhas e continuam nas vacas, com reforços anuais ou semestrais conforme o calendário e a recomendação profissional. Contudo, Lascalea afirmou que começar antes permite reduzir riscos e proteger com maior eficiência a futura capacidade reprodutiva do rebanho.

A palestra em conjunto com Cedivep buscou precisamente vincular o diagnóstico com a execução de medidas concretas. A partir da informação gerada em laboratório, o produtor e seu veterinário podem determinar quais ações sanitárias são necessárias para seu estabelecimento.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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