Docentes permanecem abertos ao diálogo com o Governo
Postura do gremio docente
Os docentes mantêm sua disposição ao diálogo com o Governo, segundo expressou Stella Ayala, secretária da União Nacional de Educadores - Sindicato Nacional (UNE-SN). A dirigente indicou que estão abertos a um diálogo com as autoridades, embora tenha apontado que até a data não foram convocados para nenhuma reunião.
Apesar dessa abertura, o gremio mantém firme sua mobilização prevista para os dias 17 e 18 de setembro, a menos que sejam convocados pelas autoridades de Educação para destravar a medida de força.
Demandas apresentadas
O setor docente solicita um reajuste de 8%, argumentando que o índice inflacionário é superior ao que atualmente propõe o Governo. Segundo Ayala, para responder às necessidades do reajuste além da contratação de mais docentes, é necessário aproximadamente USD 45 milhões.
Entre as demandas adicionais se encontra o desembolso de uma verba de representação para os supervisores e diretores, cujo segundo desembolso ainda não foi executado.
Igualmente, os docentes reclamam o pagamento oportuno da gratuidade. Ayala explicou que o primeiro desembolso idealmente deveria ocorrer em fevereiro, embora frequentemente se efetue entre abril e maio, enquanto o segundo desembolso deveria ser concluído antes de julho, situação que até a data não está sendo realizada.
Perspectivas e preocupações
A representante sindical reconheceu que conseguiram melhorias salariais no setor profissional docente, mas enfatizou que após dez anos de luta continuarão insistindo em obter um salário piso para o magistério.
Ayala também questionou os descontos aplicados no setor público para aposentadoria e atenção à saúde. Apontou que atualmente são descontados do salário docente aproximadamente 25% em relação a aportes da Caixa Fiscal e IPS, considerando que docentes do país têm o maior desconto previdenciário da região.
Situação orçamentária
A porta-voz sindical expressou que há 15 dias vêm informando ao Ministério de Educação que não concordam com o orçamento apresentado ao Congresso, já que consideram que seria insuficiente. Porém, indicou que não estão alheios a se sentarem para fazer números e avaliar prazos, com o objetivo claro de trabalhar por um orçamento maior para educação.
Ayala manifestou que a falta de convocação para diálogo é uma das causas que impulsiona a mobilização, considerando que não há um diálogo prévio com o Governo nem planejamento a respeito.
A dirigente concluiu que caso não se consiga estabelecer uma mesa de trabalho como foi solicitado desde o início, não descarta continuar a mobilização na semana seguinte.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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