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Economia

Do POS ao alias: O novo hábito de cobros e pagos no país

03/08/2026 19:45 4 min lectura 16 visualizações

Se há alguns anos a pergunta habitual era: "Aceita cartão?", hoje é cada vez mais frequente ouvir: "Me passa seu alias?". O que começou como uma ferramenta para identificar contas bancárias transformou-se em um dos meios de cobro preferidos por comércios, empreendedores, entregadores e consumidores, ao ponto de que a Câmara Paraguaia de Meios de Pagamento (CPMP) o identifica como um dos fenômenos que estão redefinindo os hábitos de pagamento no país.

Esse foi um dos principais achados apresentados por Ródney Acevedo durante o Pay Meeting 19, organizado pela Câmara Paraguaia de Meios de Pagamento (CPMP), onde além das estatísticas oficiais foram expostos os resultados de uma pesquisa realizada com comércios e usuários para compreender como estão mudando os hábitos de pagamento.

Segundo explicou, o fenômeno chamou a atenção porque, durante as entrevistas, o meio de pagamento mais mencionado não foram os cartões nem o dinheiro, mas sim o alias.

"Nós olhávamos as estatísticas de cartões de crédito e débito, mas o que mais aparecia na pesquisa não estava nesses números. Então dissemos: o que está acontecendo com o Sipap?", relatou. Ao incorporar esses dados, encontraram um crescimento acelerado das transferências imediatas.

As projeções indicam que o Sistema de Pagamentos do Paraguai (Sipap) alcançaria cerca de 772 milhões de transações ao final de 2026, um salto significativo frente aos níveis registrados apenas alguns anos atrás.

Acevedo explicou que as transferências deixaram de ser uma ferramenta utilizada unicamente para mover grandes quantias entre contas bancárias e começaram a se instalar nas operações cotidianas.

De acordo com os dados apresentados, atualmente 92% das transferências correspondem a operações de até G. 1 milhão, enquanto que o tíquete médio dentro desse segmento ronda os G. 139.000, um sinal de que o sistema está sendo utilizado para substituir pagamentos que anteriormente se realizavam em dinheiro.

"O ideal seria que o Banco Central pudesse abrir ainda mais em detalhe essas faixas; por exemplo, até G. 100.000, para entender melhor como essas operações pequenas estão substituindo o dinheiro", apontou.

A pesquisa qualitativa mostrou que os comércios consideram que os meios de pagamento digitais deixaram de ser um diferencial para se converter em uma necessidade. "Antes era um luxo; hoje, sem isso você não existe", resumiu Acevedo ao descrever a percepção dos comerciantes entrevistados.

Nesse contexto, comentou que o alias aparece como a opção preferida para os cobros diários por várias razões: não tem comissões; o dinheiro é acreditado imediatamente; não requer equipamentos adicionais como um POS (ponto de venda), reduz erros ao evitar inserir números de conta, pode ser utilizado apenas com um telefone celular, é percebido como um sistema simples e inclusivo.

O estudo também revelou que esse mecanismo está facilitando cobros que antes dependiam quase exclusivamente do dinheiro, como as gorjetas, os pagamentos a entregadores, vendedores independentes ou pequenos comércios.

Apesar do crescimento do alias, Acevedo esclareceu que os comércios não consideram que vá substituir completamente os cartões. Segundo explicou, a estratégia comercial consiste em oferecer todas as alternativas de pagamento para não perder vendas, embora muitos priorizem o alias quando possível devido a seus menores custos operacionais.

Contudo, o POS continua sendo indispensável porque permite cobrar com cartões de crédito, acessar promoções bancárias, descontos e planos de financiamento que continuam sendo um incentivo importante.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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