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Internacional

Diminuem bloqueios de vias na Bolívia, mas escassez de alimentos e medicinas continua

15/06/2026 23:15 3 min lectura 15 visualizações
Disminuyen bloqueos de vías en Bolivia, pero la escasez de alimentos y medicinas continúa

Redução de bloqueios em contexto de crise prolongada

Os bloqueios de estradas que afetam as principais cidades da Bolívia registraram uma diminuição nesta segunda-feira, embora a escassez de alimentos, medicinas e combustíveis continue após mais de um mês de protestas contra o presidente Rodrigo Paz.

Segundo a estatal Administradora Boliviana de Carreteras (ABC), nas últimas duas semanas os bloqueios de vias que obstaculizam o transporte terrestre diminuíram de mais de 100 para aproximadamente 50.

Situação nas principais cidades

Em La Paz, os residentes formavam longas filas de até três quadras nas proximidades de um supermercado estatal para acessar a venda de carne de frango a preço reduzido. Porém, nos mercados privados da capital política e da vizinha El Alto, os preços de carnes e vegetais ainda superam o dobro do valor habitual.

A situação estende-se também ao setor sanitário, onde faltam medicinas nos hospitais. Além disso, nas proximidades das gasolineiras, os motoristas permanecem durante dias em seus veículos aguardando sua vez para abastecerem-se de combustível.

Perspectiva dos afetados

Toda a população é a que está sofrendo. E o governo não toma decisões. Estão esperando que de cansaço, de tédio, se levante todos os bloqueios
, afirmou Paola Herrera, trabalhadora de uma empresa de transporte de 50 anos, que esperava na fila por um frango. Cada pessoa podia adquirir apenas uma unidade.

Medidas do governo

O governo anunciou que a partir desta segunda-feira os carregamentos de frango chegarão diariamente por via aérea de Santa Cruz para La Paz com o apoio dos Estados Unidos, Chile e Argentina. A administração de Paz, que conta com sete meses no poder, busca aliviar a crise de abastecimento.

Demandas dos manifestantes

Os protestos são protagonizados principalmente por operários, camponeses, mineiros, transportistas e professores, que rejeitam as propostas de reformas econômicas do governo e reivindicam soluções para a pior crise econômica do país em quatro décadas.

A presidência de Paz marcou o fim de 20 anos de governos socialistas, sucedendo as administrações de Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).

Impasse nas negociações

Os principais setores mobilizados rejeitam os chamados ao diálogo do governo, que considera a possibilidade de implementar um estado de exceção que poderia restringir liberdades de reunião e movimento, além de permitir o desdobramento de militares no controle das manifestações.

O governo qualificou aqueles que demandam a renúncia de Paz como narcoterroristas, vinculando-os ao ex-mandatário socialista Evo Morales, que permanece foragido em relação a um caso de presumida trata de menor, que o ex-mandatário nega.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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