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Internacional

Carlos Cordeiro renuncia como assessor da FIFA por desacordo com proposta comercial

31/07/2026 17:00 3 min lectura 27 visualizações

Renúncia de assessor chave na FIFA

Carlos Cordeiro, assessor da FIFA e colaborador próximo do presidente Gianni Infantino, anunciou sua demissão nesta sexta-feira. A decisão responde ao seu desacordo com a nova proposta da organização de permitir a venda de participações na Copa do Mundo, iniciativa que o executivo considera "prejudicial" ao futebol.

Em um comunicado divulgado através de suas redes sociais, Cordeiro expressou:

"Não posso ficar de braços cruzados enquanto a FIFA se propõe a vender uma participação no Mundial. Quero deixar claro que não tive nada a ver com essa proposta e que me oponho a ela de forma inequívoca. É um mau acordo para as federações membro da FIFA, um mau acordo para o futebol e um mau acordo para o futuro a longo prazo deste esporte".

Reações internacionais contra a proposta

A UEFA anunciou nesta quinta-feira que suas federações nacionais não participarão das competições da FIFA após estudar a proposta de Infantino. Outras confederações internacionais, como a da América Central e do Caribe e a da Ásia, também expressaram seu repúdio à iniciativa.

A renúncia de Cordeiro gera um impacto significativo na FIFA, que enfrenta críticas desde que divulgou sua intenção de criar a FIFA Forward Enterprise (FFE), uma nova subsidiária para administrar as operações comerciais e eventos da organização, incluindo o Mundial. A FIFA pretende vender 20% de participação nessa subsidiária a investidores privados.

Argumentos contra a proposta comercial

Cordeiro manifestou publicamente seu repúdio a essa iniciativa, que exigiria aprovação da maioria das 211 associações membro que integram a FIFA.

O ex-assessor apontou:

"A FIFA já possui acesso a recursos financeiros extraordinários" e se as federações membro "consideram que é necessário um investimento adicional para desenvolver este esporte, a FIFA já possui a capacidade financeira para proporcionar esse apoio a partir de seus recursos atuais".

Cordeiro questionou a estratégia proposta:

"Vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol para arrecadar 4,2 bilhões de dólares não faz muito sentido. Representa hipotecar o futuro do futebol sem nenhuma justificativa convincente".

Reflexão sobre o futuro do organismo

O executivo expressou sua preocupação com relação ao enfoque que impulsiona Infantino e que o levou a renunciar ao seu cargo. Indicou:

"Não aceito essa proposta. As pessoas que construíram esse sucesso já demonstraram que a FIFA possui a experiência necessária para continuar fazendo crescer tanto o esporte quanto seu futuro comercial".

Cordeiro também questionou os prazos para a tomada de decisão, argumentando que se pede às federações adotar uma decisão "de enormes consequências" em apenas 50 dias ou "se arriscar a ficar para trás".

"Essa não é uma forma responsável de determinar o futuro do futebol mundial"
, manifestou.

Após considerar cuidadosamente a situação, Cordeiro concluiu que não poderia continuar em seu papel:

"Essa proposta se tornou uma questão decisiva para o futuro da FIFA. Após uma reflexão cuidadosa, não posso mais continuar desempenhando meu cargo de principal assessor do presidente. Portanto, apresentei minha demissão com efeito imediato".

O ex-assessor finalizou sua postura sublinhando os princípios fundamentais:

"A responsabilidade da FIFA não é maximizar os benefícios comerciais a qualquer preço, mas proteger e fortalecer o futebol para as gerações futuras. Quando esses princípios entram em conflito, o futebol deve vir em primeiro lugar".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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