Diante da pressão da China, Taiwan defende cooperação com base na igualdade
Viceministro de Assuntos Exteriores taiwanês reafirma compromisso com parceiros estratégicos
O viceministro de Assuntos Exteriores da República da China (Taiwan), Chen Ming-chi, foi entrevistado pelo analista político Jorge D. Codas Thompson na Telefuturo, onde foi questionado sobre como seu país planeja reter parceiros estratégicos e evitar que eles rompam com o governo taiwanês e estabeleçam relações com a República Popular da China, diante da pressão do gigante asiático por uma "reunificação".
"De fato sabemos que as ambições da China não são apenas anexar Taiwan, mas também possui ambições que têm a ver com Japão, Filipinas", expressou.
Apontou que de fato o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, mencionou que as ambições vão além da ilha de Taiwan, da primeira cadeia de ilhas, e a China está realizando muitas ações de expansão inclusive na América Latina, na África e em Taiwan.
"Nós abordamos essa situação com a estratégia de manter e promover uma cooperação estreita que possa gerar resultados reais, concretos e sustentáveis. Não utilizamos formas de cooperação exploratórias como faz a China. Adotamos um modelo de cooperação com base na igualdade e respeito mútuo", sustentou.
No caso do Paraguai, reforçou que sabem que a agricultura é um dos setores mais importantes para o país, razão pela qual importam grandes quantidades de seus produtos, por exemplo a carne bovina, onde Taiwan é o quarto maior mercado do Paraguai e anteriormente era o segundo.
"Mas também respeitamos que o Paraguai está diversificando seu mercado. Ainda estamos importando grandes quantidades de carne bovina do Paraguai. Taiwan continua sendo o maior mercado das exportações de carne suína do Paraguai e no mês passado, durante a visita de Estado do presidente Santiago Peña, anunciamos também a abertura do mercado para a carne de frango do Paraguai", mencionou.
Para o vice-chanceler, é uma forma de estreitar relações e colaborações com os países aliados. "Mantemos relações com base na igualdade e considerando as necessidades de nossos países parceiros".
Da mesma forma, mencionou que na América Central existe um país que foi ex-aliado de Taiwan e naquele momento a China lhe fez muitas promessas, mas com o passar dos anos não foram cumpridas e esse país expressou seu interesse em restabelecer relações com Taiwan. "Estamos acompanhando e temos expectativas de que isso possa se concretizar novamente", acrescentou.
Enquanto isso, afirmou que o modelo taiwanês se baseia na igualdade e desenvolvimento sustentável. "O que desejamos é oferecer, compartilhar oportunidades de crescimento econômico, podemos introduzir os recursos necessários para aproveitar as oportunidades de crescimento econômico da próxima geração", asseverou.
Sobre a visita da opositora Cheng Li-wun, presidenta do Partido Nacionalista Chinês, ao presidente da China, Xi Jinping, sustentou que seu governo também tem o desejo de ter um diálogo pacífico com o Governo chinês, desde que seja sem condições prévias.
"O Governo chinês passa por cima do Governo e tenta dialogar com nossa oposição. Não estamos contra isso, mas queremos que essa oposição também possa transferir a vontade do povo e o fato de que Taiwan e a China não se governam uma à outra".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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