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Política

Deputados assume papel mediador entre categoria médica e Executivo

26/08/2026 14:15 3 min lectura 22 visualizações

O presidente de Diputados, Raúl Latorre, indicou que a câmara assume o papel de mediador ativo entre o gremio médico e o Executivo com o objetivo de encontrar respostas aos reclamos levantados, entre eles: aumento salarial, aquisição de maiores insumos e medicamentos, pagamento por feriados e nomeação dos profissionais contratados.

"A partir de agora os colegas dos diferentes espaços com representação parlamentar nos convertemos em mediadores ativos buscando vias de solução para este conflito. Acordamos ter um diálogo permanente com os gremios médicos e buscaremos gerar a ponte de diálogo com os representantes das pastas afetadas do Executivo", expressou Latorre aos meios de comunicação.

O legislador manifestou: "Ainda que exista a medida de força, percebemos por parte do gremio médico uma predisposição para gerar um acordo que exponha com clareza as reivindicações de melhoramento das condições laborais e, em consequência, a restauração da normalidade dos serviços de saúde na brevidade possível".

Pontos do conflito

O ponto de conflito se centra na exigência de um aumento de G. 3.000.000 por vínculo, solicitando passar dos G. 5.000.000 atuais a um total de G. 8.000.000 por cada contrato de 12 horas semanais. Os gremios argumentam que desde 2012 seu poder aquisitivo diminuiu de 2,8 para 1,7 salários mínimos.

"Nossos médicos têm que sentir que o Estado os valoriza e que lhes outorga as melhores condições para que eles possam desempenhar seu trabalho. Vamos buscar realizar a mediação dialogando com os diferentes atores através da escuta ativa para lograr um consenso", pontualizou Latorre.

Abertura do gremio ao diálogo

A presidenta do Sindicato Nacional de Médicos (Sinamed), Rossana González, valorizou a abertura demonstrada pelos deputados. "Pela primeira vez nos sentimos escutados, todas as dúvidas foram esclarecidas, entregamos as quatro causais da greve que já se conhecem. Não estamos fechados a absolutamente nada, vamos analisar as propostas que nos tragam, levá-las à assembleia e com os 11.000 médicos decidir continuar ou não com a greve nacional", manifestou.

González agregou que por parte da ministra de Saúde Pública, María Teresa Barán, não existiu uma predisposição para atender aos reclamos. "Não se apresentou uma proposta real, concreta e escrita com cronogramas. Esta problemática não é somente nossa, é também para a população. Não quisemos chegar a uma greve nacional; foi declarada em 12 de junho justamente para não impactar na população e dar o tempo suficiente ao Ministério da Saúde para que apresente seu posicionamento", pontualizou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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