Defesa de Miguel Prieto afirma que provará entrega dos 25 mil kits de alimentos
O advogado Guillermo Ferreiro, um dos defensores do ex-intendente Miguel Prieto, sustentou que "vamos demonstrar as falácias e as falências da Fiscalia. De como a Fiscalia pretende construir fatos que legalmente não existiram e como todas as provas demonstram que a Municipalidade de Ciudad del Este, encabeçada por seu intendente, adquiriu, pagou, recebeu e distribuiu 25.000 kits, que é o que se discute".
Assegurou que no julgamento oral não se discute "se uma fatura agrada ou não ao fiscal, ou se o fornecedor do fornecedor da Municipalidade, um dos donos, era, supostamente, uma ex-namorada do intendente Miguel Prieto, aos 20 anos, que, além disso, a lei não proíbe".
Ressaltou que o que se discutiria era a validade dos contratos, que estes tivessem sido executados e que a Municipalidade de Ciudad del Este pagou por 25.000 kits de alimentos, recebeu esses 25.000 kits e isso ficaria claramente demonstrado.
Sobre o que afirma a Fiscalia de um suposto prejuízo de G. 2.130 milhões, questionou como a Fiscalia constrói isso, era o que não tinha nenhum sentido.
"A Fiscalia diz que está bem entre Tía Chela e a Municipalidade, está bem entre Vanemi, uma das fornecedoras de Tía Chela, e a Municipalidade, mas o fornecedor do fornecedor de Vanemi não entregou uma fatura, por exemplo", afirmou o profissional.
Também deu como exemplo que uma das "faturas que eles rejeitam são de ovos, mas não da Municipalidade, e sim de fornecedores de fornecedores, e este contrato não inclui ovos, foram comprados outros produtos, ninguém entregava produtos perecíveis. Então, como a Fiscalia trata de confundir, houve um péssimo trabalho da Fiscalia e isso é o que ficará claro neste julgamento oral".
Sobre o montante, diz que constroem esse prejuízo eliminando faturas que não lhes agradavam, "porque o fornecedor do fornecedor teve uma fatura. Falam de montantes, mas não de bens, a Municipalidade comprou equis quantidade de produtos de uma empresa que, sendo distribuidora final que, por sua vez, compra de fornecedores atacadistas, e todos sabemos que se vou comprar produtos deve haver uma margem de lucro. A Fiscalia ignora elementos básicos do comércio, como a margem de lucro", sustentou.
Igualmente, referiu que se deviam descontar o custo fixo, despesas, impostos, e a margem de lucro, que pode chegar até 40% inclusive. Ressaltou que a Comuna comprou e entregou 25.000 kits.
Sobre o perigo de que as testemunhas não comparecessem porque viviam em Ciudad del Este, e era muito gasto, assegurou que os supostos fatos puníveis ocorreram em Ciudad del Este, e por lei correspondia que fossem julgados ali, "para que o custo de defender-te sendo assunceno ou ovetense seja o mesmo".
Referiu que as testemunhas devem se deslocar, pagar hotel, entre outras despesas. Ante a consulta de que poderiam ser telemáticas, assegurou que sempre era melhor ter a testemunha em sala.
Também outra defesa apresentou seus alegatos iniciais onde insistiram em que a acusação fiscal foi montada.
O julgamento oral continuará na próxima segunda-feira 21, às 08:00 e a seguinte data será terça-feira 29 de setembro, às 11:00.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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