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Saúde

Debate sobre política tributária do tabaco e seu impacto na saúde pública

02/09/2026 14:45 3 min lectura 270 visualizações

Evolução do imposto sobre tabaco no Paraguai

Nas últimas décadas, o Paraguai registrou um incremento gradual do imposto sobre tabaco. Em 1991, a lei impunha uma taxa de 12% aos cigarrillos e outras formas de tabaco. Com a reforma tributária de 2019, essa cifra se estabeleceu em um intervalo mínimo de 18% e máximo de 24%.

Atualmente, a taxa se situa em 22%. O último ajuste ocorreu em fevereiro de 2023, quando passou de 20% para 22%. O Governo tem a possibilidade de aumentar até 2% adicional o imposto seletivo ao consumo (ISC) sobre o tabaco.

Comparação regional e recomendações internacionais

O imposto sobre tabaco no Paraguai é o mais baixo da região. Chile lidera com 89%, seguido pela Argentina com 80%, Equador com 74% e Venezuela com 73%. Organismos como a Cepal e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecem que o Paraguai está atrasado neste aspecto e que a arrecadação atual não compensa os efeitos sobre a saúde pública.

Ambos os organismos recomendam aumentar os preços na venda final mediante maiores taxas por maço.

Proposta legislativa

A senadora Blanca Ovelar apresentou durante uma sessão da Câmara Alta uma proposta para criar uma tarifa a cada maço de cigarro, que seria repassada ao consumidor. A tarifa equivaleria a 2% de um salário mínimo vigente, representando G. 2.342 por cada maço adquirido, tanto de produtos de elaboração local quanto estrangeira.

Segundo o projeto, os fundos arrecadados seriam destinados a financiar várias áreas da saúde, incluindo aumento salarial de médicos e aquisição de medicamentos essenciais em hospitais.

Contexto epidemiológico global

A Organização Mundial da Saúde reporta que a população mundial reduziu seu consumo de tabaco. O número de fumadores diminuiu de 1.380 bilhões em 2000 para 1.200 bilhões em 2024. Porém, atualmente um em cada cinco adultos mantém dependência ao tabaco.

Segundo o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, enquanto milhões de pessoas abandonam o hábito, a indústria tabageira desenvolve novos produtos com nicotina direcionados agressivamente a jovens. Isso destaca a necessidade de que os governos apliquem políticas firmes de controle do tabaco.

Desafios na saúde pública

O tabagismo gera impactos significativos na saúde pública. As tentativas anteriores por elevar obstáculos para reduzir o consumo não prosperaram, apesar do grande alcance dessas consequências. Os profissionais de saúde apontam as limitações de recursos para medicamentos e insumos em hospitais, bem como a necessidade de melhores condições laborais.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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